Como educadores, lancemos boas sementes...

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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Palestra no Congresso Internacional de Neurociências e Aprendizagem

Participei  do Brain Connection: Congresso Internacional de Neurociências e aprendizagem, que aconteceu no Teatro Francisco Nunes.

Partilhas, saberes, reflexões. 

Momento também de rever amigos queridos! 


Minha palestra foi sobre:

“ Como lidar com a diversidade na sala de aula.”

Falamos sobre o conceito de diversidade no sec XXI a luz das leis vigentes e destacamos especialmente a LDB e o estatuo das pessoas com deficiência e suas implicações no ambiente escolar.


A proposta foi compartilhar ações exitosas em torno do trabalho com a  diversidade. Um momento muito rico de troca de experiências. Muito honrada com o convite.


Orgulho de fazer parte deste time!

Agraciada com o prêmio da União europeia " Erasmus mais"

Recebi junto com alguns outros educadores, um prêmio de uma fundação ligada à união europeia. O Prêmio Eramus mais é um prêmio concedido anualmente pela Praemium Erasmianum a indivíduos ou instituições que realizaram contribuições notáveis à cultura, educação, sociedade ou ciências sociais.

Os meus trabalhos foram enviados pela Dra Angela Mathilde, curadora do Congresso Internacional de Neurociências e Aprendizagem, do qual fui palestrante.

Ela enviou meus Projetos de consultoria as escolas, meu canal no youtube para destacar a relevância do trabalho junto as famílias, e meus livros educacionais.
Fiquei muito feliz e honrada com esta premiação. 

Porque , afinal de contas,


EU ACREDITO NA EDUCAÇÃO!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Gêmeos na mesma sala: sim ou não?


Gêmeos na mesma sala: Sim ou não?

Por Priscila Pereira Boy

Irmãos gêmeos têm uma ligação muito forte e passam muito tempo juntos. 

Os gêmeos são muitas vezes visualizados como uma unidade, e não como seres individuais, cada um com sua personalidade e características. 

Desde pequenos eles dividem atenção, tempo e espaço de todos. É necessário dar a eles oportunidade de ser “eu” e não “nós”, desenvolvendo sua identidade de forma independente.

No período de adaptação, principalmente no primeiro ano em que acontece a separação, pode ser um pouco difícil, pois afinal, estão juntos desde a concepção! Para amenizar, nada como muita conversa e a boa e velha parceria entre escola e família.

Há uma linha de pensamento que defende a ideia de que os gêmeos devem ficar juntos, por causa da alta afinidade e do relacionamento e laço afetivo que eles têm entre si. Esta quebra de laço, de instabilidade emocional poderia afetar a aprendizagem deles.

Para comprovar ou refutar estas considerações, pesquisadores holandeses de uma universidade de Amsterdã revelaram, que separar gêmeos na escola não interfere no aprendizado. 

Durante o estudo, eles acompanharam 2.003 pares de gêmeos nascidos entre 1986 e 1993 até eles completarem 12 anos. O grupo era formado por 839 gêmeos idênticos e 1.164 não idênticos. Até os 12 anos, 72% deles estudaram na mesma turma, 19% em turmas separadas e 9% estudaram juntos em algum momento da vida escolar. Ao completarem 12 anos, todos eles foram submetidos a um teste de nivelamento para medir conhecimentos, que incluíram, entre outras disciplinas, gramática e matemática. 

Na análise dos resultados, os pesquisadores não encontraram nenhuma diferença substancial entre os três grupos de irmãos e, então, concluindo que separá-los durante a vida escolar não interfere no aprendizado.

Já na dimensão sócio afetiva há muitos ganhos na separação dos gêmeos. Eles precisam, como qualquer outra criança de estabelecer suas próprias relações, de construir sua identidade e de fazer o seu próprio ciclo de amigos. Enfrentar os desafios sozinho e se posicionar frente a eles é o primeiro passo para o desenvolvimento da autonomia do indivíduo.

Ainda há o aspecto da privacidade. Irmãos na mesma sala costuma monitorar o comportamento do outro, contar as situações em casa, muitas vezes causando desconfortos entre eles. E há também as comparações, as cobranças entre si, que podem gerar supremacia de um deles em relação ao outro.

Com certeza há muitos ganhos na separação dos gêmeos, porém a escola deve ficar atenta sempre. Alguns podem se angustiar com a separação. O importante é fazer uma parceria com a família, de forma que todos passem aos irmãos a ideia de que a decisão da separação trará ganhos e será divertido ter novos amigos para apresentar um ao outro. A segurança dos pais é fundamental para a aceitação e o sucesso da enturmação das crianças.


Filhos precisam crescer e devemos contribuir para que este processo se desenvolva da melhor forma possível. Estimular a construção da identidade individual ajudará os filhos a fortalecerem sua auto imagem e auto estima, que será fundamental para o seu sucesso futuro.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Lidando com as vaidades

Nos últimos tempos tem me chamado muito a atenção como a vaidade está crescendo entre as pessoas. 

Não me refiro somente à vaidade física, ao culto ao corpo e à busca pela eterna juventude e beleza. Esta também está exagerada, mas me incomoda menos do que outras facetas dela. 

Vaidade académica, profissional, espiritual...


Eu chamo este fenómeno de "egolatria", que é o culto a si mesmo.

Lidar com pessoas vaidosas requer muita paciência e atenção, porque a pessoa  vaidosa não consegue pensar de forma sistémica. 

Ela é capaz de abortar um projeto só porque o seu nome não vai aparecer ou ficar em evidência.
É desconfiada, sempre pensa que as pessoas estão conspirando contra ela. 
Boicota seu trabalho, suas ideias, porque seu objetivo é ser o centro das atenções. O ego dela é bem inflado e se ocupa de ocupar o espaço de todo mundo. 
Adora depreciar as coisas e opiniões das pessoas e o pior: necessita ter sempre razão. Se você ousa contestá-la, ela vai arrumar alguma coisa, algum artigo, algum documento ou vai se remeter à fala de alguém para refutar a posição alheia. 

Humildade não existe no dicionário do vaidoso. Ele sabe tudo, ele domina todos os conteúdos, ele é a solução. E nunca compartilha nada com ninguém. E ainda tem uma forte tendência a se apropriar da suas ideias como se fossem dele. Pessoas vaidosas costumam ser toxicas.

Liderar e conviver com este tipo de pessoa requer muita habilidade, paciência, sabedoria e amor, porque o vaidoso costuma ter qualidades e não podemos perdê-las. Mas, é necessário fazer um trabalho com eles, deixá-los sem holofotes em alguns momentos, porque luzes fazem com que ele s ganhem força e cresçam cada dia mais pra cima das pessoas.

O grande desafio na convivência com os vaidosos é não entrar em competição com eles. E evitar bajulá-los, como eles gostam. Tratar os vaidosos como uma pessoa comum é a melhor forma de ajudá-los. Marcar seu território, delimitando bem os papéis também é uma boa estratégia.

Ressalte suas qualidades, mas faça-o conscientizar-se de seus limites. 
Enfim, pessoas vaidosas nada mais são do que seres carentes e inseguros que querem receber reconhecimento e amor. Tarefa difícil, mas não impossivel.

E, se você conseguir “salvar” o vaidoso de sua condição de soberba, não vá se achar o máximo e se  envaidecer você também...

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

É legal ser invisível?

Por Priscila Pereira Boy- Mestre em Educação, Pedagoga.

Ouvindo uma adolescente me contar o que mais a encantou na saga “ Harry Potter", minha imaginação começou a divagar. Ela me disse que gostaria muito de ter a tal capa dele, que o tornava invisível.

Fiquei imaginado a tal sensação. Poder presenciar coisas sem ser percebido. Poder transitar sem que ninguém perceba a sua presença...

Outra invisibilidade que me encanta é a das amizades que vão se constituindo no mundo virtual. Tenho seguidores aqui que não tenho a mínima idéia de quem seja. Mas gostam de mim e do meu trabalho. Sem contar os amigos das redes sociais.

Aspectos positivos da invisibilidade.
Mas, a invisibilidade tem lá seus aspectos negativos. Sentir-se invisível sem querer ser invisível. Ser desconsiderado. Não ter voz.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são “seres invisíveis, sem nome”. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da “invisibilidade pública”.

Ele garante que teve a maior lição de sua vida: “Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência”, explica o pesquisador. O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano.

“Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. As vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão”, diz.
 “Essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa”

 Desde então, minha vontade de ser invisível não existe mais. 

Você enxerga as pessoas no seu dia a dia? Pode ser alguém que trabalha no seu prédio, um frentista de posto, uma atendente de loja, um aluno na escola, um pai, mãe, servente.
Cumprimente. Valorize. Não faça das pessoas seres invisíveis

terça-feira, 2 de agosto de 2016

O racismo existe ou é invenção?

Sinto-me especialmente incomodada com algumas situações que presencio. 

São amigas que se referem às suas empregadas como seres menores, são colegas acadêmicos que se referem a alunos ou a outras pessoas como menos capazes, são pessoas que comparam a situação socioeconômica das outras, julgando se teriam ou não condições de fazer alguma viagem, comprar em determinada loja, comer em algum restaurante e por aí vai.

Sem contar as referências aos negros, aos homossexuais, às loiras...

E não posso deixar de citar as pessoas com necessidades especiais. Com essas fazemos pior: como não é socialmente aceitável rejeitá-las, travestimo-nos de piedade e misericórdia e damos a elas um tratamento aparentemente inclusivo.

Eu não posso dizer que as pessoas que se portam dessa forma o fazem de maneira proposital. O fato é que, no cotidiano, usamos palavras ou expressões que, de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam em si o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado. Não se muda algo que simplesmente não existe.

A tolerância das diferenças resume um princípio de igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser sustentável. O preconceito velado é perigoso, porque, em pequenas doses, mantém os paradigmas inalterados e aumenta a distância entre os cidadãos. Revela a inabilidade das pessoas para ver algo novo e agir de forma diferente.

Eu me sinto mal com comentários que diminuem ou segregam o outro. Isso me conforta porque sinaliza que a chama da ética e do respeito ainda ardem em meu coração.
Como educadora e cristã, não posso perder a capacidade de me indignar, e é por isso mesmo que estou indignada com algo que vi na internet: um anúncio de emprego que nos lembra os tristes tempos da escravidão. É desanimador perceber como o racismo à brasileira é algo tão real e duradouro. Trata-se da foto de um cartaz, no qual estava escrito:

“Precisa-se de pessoa branca, profissional, boa aparência, com ferramentas, que saiba tudo de obras: bombeiro hidráulico, eletricista, pedreiro, ladrilheiro, servente que saiba emassar. Se você tem todos esses requisitos, é só entrar em contato direto com Russo, pelo telefone 7550-71XX. SÓ BRANCOS”.

Segundo o Jornal do Brasil a pessoa identificada apenas como “Russo”, ainda sem saber da repercussão do seu anúncio, esclareceu, para alguns que telefonaram para saber da vaga, que “se for um mulato bem clarinho, pode”. Quando questionado sobre a razão da negativa para negros, “Russo” justificava que era um pedido dos condomínios para os quais os trabalhadores seriam mandados.
É assustador que algum empresário nesse país tenha a coragem de expressar tal discriminação quando temos uma lei que prevê o racismo como crime inafiançável.

Qual o papel da escola?

A escola tem um papel fundamental na mudança de paradigmas e na construção da autoestima das pessoas. Entenda-se por autoestima o sentimento e a opinião que cada pessoa tem de si mesma. É na infância, no contato com o outro, que construímos ou não a nossa autoconfiança.

As experiências do racismo e da discriminação racial determinam significativamente a autoestima dos adultos negros. Então, o caminho para a construção de uma autoimagem positiva está calcado em uma sociedade mais justa e igualitária, no reconhecimento e nos valores de cada indivíduo como um ser essencial.

Um caminho para atenuar o preconceito e, com o tempo, exterminar, é trabalhar nas escolas a Lei nº 10.639, na qual somos orientados a incluir as temáticas da Cultura Afro-brasileira nos currículos nacionais de educação. Não se ama aquilo que não se conhece. O currículo escolar deve considerar a identidade dos afrodescendentes, considerar a imensa influência que a cultura africana sempre exerceu sobre o modo de ser do povo brasileiro e de todo o mundo.

Na sua sala de aula, explore a influência dos artistas negros nas artes, na música, na literatura. Faça exposições, problematize reflexões.
Você se emocionará e se surpreenderá com tudo que vai descobrir e ainda constatar que o saber não tem cor e a alma também não

quinta-feira, 28 de julho de 2016

A culpa não é minha

Assistindo a TV ontem, deparei-me com a notícia de que os donos da boate KISS, no Rio Grande do Sul, serão julgados. Pra quem não se lembra, a boate pegou fogo e matou muitos jovens que não conseguiram sair do recinto. Uns morreram asfixiados, outros queimados. Por causa da comoção nacional, todo mundo clama por justiça.

Esta avidez na busca por culpados acabou me fazendo refletir: somos assim mesmo. Temos sempre a tendência de expiar as culpas em alguém:
os bombeiros são os culpados, não, são os músicos da banda, não, são os donos da casa noturna, não, são os jovens que não tinham que estar lá, não, são os pais que não deviam tê-los deixado ir, não, é a prefeitura que não investe em leis mais severas e não fez a fiscalização.

E as mortes posteriores dos sobreviventes são culpa da falta de estrutura da saúde, do governo, etc....
Não pensem que estou defendendo a impunidade. Penso que deve haver apuração, punição severa e aprendizado, para evitar tragédias futuras.
Eu apenas me lembro de várias situações cotidianas nas quais preferimos debitar na conta do outro as nossas próprias responsabilidades:

O casamento não vai bem porque meu marido é muito difícil.
Minha esposa reclama de tudo, por isso não vivemos bem.
Meu filho está naquela fase rebelde, por isso o clima lá em casa é de tanta desarmonia.
Minha mãe não larga do meu pé, não aguento mais as cobranças, por isso eu a trato com tanta agressividade.
Meus alunos são terríveis, por isso não dou boas aulas.
Meus amigos não me ligam, não me dão valor, por isso eu sou tão triste assim.
São tantos os culpados pelas nossas insatisfações e ações, que a lista chega a não ter fim.

E agora que você leu isto, você ficou preocupado se por acaso está transferindo suas culpas a alguém que não seja você mesmo.


E a culpa disto é minha. Quem mandou eu escrever este artigo?

terça-feira, 26 de julho de 2016

Ler: prazer ou obrigação?

A escola é a principal e, às vezes, única fonte de leitura para os alunos. Não se justifica, porém, a forma como ela vem sendo encaminhada em muitas escolas. 

Fonte de informação e prazer, encantamento e emoção, a literatura deve ocupar um espaço de real importância na vida da criança, merecendo, assim, um tratamento especial em sala de aula.

Ler, antes de qualquer coisa, deve ser PRAZER. O indivíduo deve ver os livros como uma forma de identificação com seus sentimentos e opiniões, fonte de informação, como uma forma de se comunicar, de fazer uma INTERLOCUÇÃO com o autor. 

Se damos livros aos alunos para que leiam, de forma corrida, sem conversar previamente sobre o assunto, sem promover debates e reflexões, sem ouvir o que pensaram, o que sentiram, a literatura não servirá para nada além de fixar ortografia, ensinar sinais de pontuação, ampliar o vocabulário ou aferir a capacidade de interpretação, mediante algumas perguntas dirigidas e mecânicas sobre o texto. 

E o pior: ler, na maioria das escolas, vale nota! A criança lê para não ser penalizada, lê por obrigação, não escolhe as obras, os estilos. Lê para produzir um resultado final.

Não é desta maneira que se forma leitores!

Guimarães Rosa nos ensinou que a beleza da vida está na travessia e não somente na chegada. Nós, adultos, imediatistas que somos, “não pensamos na beleza da travessia, mas no momento da chegada."

Falar de travessia é falar em meio de atravessar e a mediação do professor é fundamental para aquisição de mais este conhecimento sobre o mundo: o prazer também é aprendido. 

Se a leitura não for prazer, não formaremos leitores e sim alunos aplicados e obedientes que, ao saírem da escola, a primeira coisa da qual querem se livrar é dos livros. 

Acabada a escolarização, eles já não servem mais.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Filhos com necessidades especiais, pais com atitudes especiais

Filhos com necessidades especiais, pais com atitudes especiais

Por Priscila Pereira Boy*
O nascimento de um filho mexe com a gente. Muitas vezes, vai mexer na estrutura familiar e na organização da casa. Ter uma criança com necessidades especiais não é uma situação simples, tampouco confortável.

O primeiro desafio é lidar com a frustração. Quando uma criança nasce, os pais costumam depositar várias expectativas sobre seus filhos com o intuito, na maioria das vezes inconsciente, de diminuir suas próprias frustrações do passado. Um filho é uma extensão de nós mesmos.

Outro desafio é lidar com as cobranças e os preconceitos das outras pessoas. Uma criança com necessidades especiais, como qualquer outra, deve ser protagonista de sua própria história.

Como pais e profissionais, devemos evitar superprotegê-la, poupá-la, subestimá-la. A criança com necessidades especiais deve ser vista essencialmente como CRIANÇA e, portanto, como PESSOA. Desde o início, deverá ser consciente de que tem limitações, dificuldades, diferenças, como, na verdade, todos temos. E, ao mesmo tempo, ser levada a ver tudo o que tem de bom, seus talentos e habilidades.

É importante saber comportar-se em sociedade. Distinguir o certo e o errado, cumprimentar as pessoas, agradecer e pedir licença. São aspectos importantes a serem estimulados e ensinados.

Executar ações pela criança pode parecer a você uma demonstração de carinho, mas é também um modo de atrasar o percurso que a leva à autonomia. Deixe que seu filho realize pequenas tarefas. Pode levar mais tempo e ter resultados não tão perfeitos, mas é através da experiência que aprendemos. É percebendo que sapatos trocados incomodam que a criança verá a necessidade de calçá-los corretamente na próxima vez.

A criança com necessidades especiais geralmente tem uma agenda lotada de compromissos educativos e terapêuticos. Poder dispor do próprio tempo e desenvolver atividades que proporcionem prazer e respeitem suas habilidades (nem toda criança se identifica com a água; o ballet que encantou uma, pode não ser prazeroso para a outra) é fundamental para a criança.
Isso é importante para que ela não se sinta sobrecarregada e desrespeitada em suas preferências. Resolver por ela, o que ela vai vestir, o que vai comer, que filme vai assistir, também não é uma boa opção.

Geralmente impomos à criança aquilo que achamos melhor para ela. Se lhe dermos a possibilidade de escolha (queijo ou geléia, bermuda ou calça, Peter Pan ou Mogli), estaremos fazendo com que analise, raciocine, compare e decida ao invés de receber tudo pronto. E, acima de tudo, estaremos dando a ela o direito de ter gostos e preferências, bem como construindo um indivíduo que saberá aceitar ou não o que lhe for oferecido, que saberá que tem a possibilidade de decidir o que é melhor para si mesmo. Porque não somos eternos. Um dia os pais irão embora e a criança deve construir uma vida autônoma para que possa dar continuidade a sua existência, mesmo sem a presença dos pais.

Ações para promover a independência da criança são fundamentais: aprender a ler, pegar um ônibus sozinho, consultar coisas na internet, usar o telefone e administrar seu próprio dinheiro. Coisas que para as crianças ditas “normais” são naturais ao longo do tempo, mas que para as crianças como necessidades especais pode levar mais tempo.

O maior bem que podemos fazer a uma criança com necessidades especiais é aceitá-la como ela é, pois desta forma, ela se tornará uma criança feliz!


*Priscila Pereira Boy é pedagoga, Mestre em Ciência da educação, escritora e Consultora educacional. Atualmente é apresentadora do canal “Familias Conectadas” no youtube.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Revista Nova escola indica meu livro

A revista Nova Escola, gestão escolar de agosto/setembro, indicou meu livro para que os gestores possam divulgar aos professores alternativas para lidar com as inquietações e os desafios do século XXI na escola. Se quiserem conferir a matéria da revista, cliquem no link abaixo:

http://revistaescola.abril.com.br/biblioteca-virtual/inquietacoes-desafios-escola-priscila-pereira-boy-586692.shtml

Fiquei muito feliz com a indicação. Caso queiram conferir o livro, acessem o site da editora WAK.


http://www.wakeditora.com.br/mostrar_livro/mostrar_livro.php?livro=5844

Lá vocês encontrarão meu livro e muitos outros, que com certeza o ajudarão nesta nobre missão de educar.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Formação para educadores e aprendizes do CESAM/BH

Estive com a equipe de educadores e aprendizes do CESAM-MG ( Centro Salesiano do Menor), para uma tarde de formação sobre como lidar com a diversidade no cotidiano. No Contexto Salesiano, esta temática pertence à área de Inculturação. Este que está de pé ao meu lado na foto é o Irmão Manoel, que me acompanhou e falou sobre a história da Inculturação na Inspetoria São João Bosco.

Falamos sobre alguns conceitos que acabam por ser influenciados por construções sociais. Racismo, discriminação de gênero, homofobia foram alguns dos assuntos tratados nesta tarde.

Fizemos algumas reflexões sobre a discriminação, as ações afirmativas, as políticas públicas e sobre os paradigmas que precisamos desconstruir.
Analisamos casos reais e levamos todos a pensar qual seria a atuação deles frente as situações apresentadas.

Houve ainda um momento em que as pessoas foram desafiadas a relatar grupos de pessoas que lhes causam desconforto, gerando uma possível discriminação. Houve muita transparência no compartilhamento, o que possibilitou boas trocas.

Foi um rico momento e partilha, de formação, mas principalmente de reflexão.
A discriminação e o preconceito são sentimentos contra os quais devemos lutar cotidianamente.


Gostei muito de participar deste momento! No final ganhei flores e sorrisos! Na foto ao lado estão o Pe Jayro, a Michele e o Azarias.

E quando cheguei em casa e abri meu e-mail olha a mensagem linda que recebi:

Boa noite,
Sr. Priscila,

Quero agradecer sua presença e participação conosco hoje na formação da Inculturação. Foi um grande estímulo para mim que estou a três anos na casa. O tema foi abordado com clareza e despertou o CESAM para respeitar e apoiar a causa. Sou negra, professora e tenho muito orgulho da minha profissão. É ela que garante o pão na minha mesa. Foi um prazer conhece-la. Um forte abraço, atenciosamente,”



Adriana da Silva Ferreira

Instrutora Programa de Aprendizagem

Nem precisa falar da emoção que deu ler esta mensagem não é mesmo? Agradeço a Deus pela oportunidade de levar às pessoas novos olhares e novas possibilidades.


quinta-feira, 14 de abril de 2016

Ser Padre: vocação e Missão

Com este texto homenageio a todos os padres com quem trabalhei e a quem aprendi a admirar e respeitar.

Ser padre: vocação e Missão

Ser padre, ao contrário dos que muitos possam pensar, não é uma coisa simples e fácil. Muito prazeroso é verdade, pois reflete uma vocação assumida, uma entrega voluntária, a uma missão pela qual trabalhamos porque nela acreditamos. Mas, os desafios são imensos e é preciso adotar algumas atitudes para que nosso ministério não se torne pesado demais ou venha a naufragar.
Faz-se necessário estar atento às três dimensões:

  • ·         Cuidar de si;
  • ·         Cuidar das relações com o outro;
  • ·         Cuidar do outro.

Estas constituem três dimensões de uma única prática, as quais se integram, se complementam e se entrelaçam reciprocamente.

Em termos concretos, podemos perceber que quando mais Jesus aprofunda-se no conhecimento de si por meio de sua intimidade com o Pai, mais estreitos se tornam os laços com o grupo dos doze e com os discípulos que o seguem. E mais se desenvolve o compromisso no cuidado com os outros, com os doentes, pobres e excluídos que o procuram aflitos e esperançosos.

1-   Cuidar de si:
Em primeiro lugar, um sacerdote deve cuidar muito bem de si: corpo, sentimentos, sensibilidade. Aprender a lidar com pressões e ansiedade. Cultivar o olhar de encantamento e alegria com a Missão e com os jovens. Equilibrar o tempo entre o trabalho e as outras dimensões da vida, exercitar a oração de discernimento para assumir com propriedade o risco das decisões, meditar cotidianamente na Palavra de Deus, estar atento às tentações do poder e de outras esferas (vigiar e orar). Mirar-se em Deus e em sua infinita graça, a fim de não se decepcionar com a falibilidade humana na convivência com os irmãos e com os fiéis. Estando equilibrado, o sacerdote estará apto para cuidar de suas ovelhas e espelhar a imagem do bom pastor.
Este cuidado consigo mesmo requer um certo isolamento para autoconhecimento. Momentos de retirada para o deserto, como Jesus fazia algumas vezes. São muitas as situações em que podemos ver Jesus num ponto solitário e isolado, em atitude de oração, meditação ou contemplação. Muitas e repetidas vezes Ele se afasta do ambiente da multidão, às vezes por toda a noite. Aprendemos com Ele a importância do deserto como lugar de escuta e discernimento no diz respeito à vontade de Deus.
2-           Cuidar das relações com o outro
A proposta salesiana de vida comunitária tem suas vantagens, mas também seus desafios. Não podemos ceder à tentação de fazer das comunidades apenas um local onde cada um de seus membros entra e sai para comer ou dormir, fazendo da casa mais uma pensão do que um lar acolhedor e aconchegante. É preciso cultivar boas relações, testemunhar uma convivência fraterna e familiar. Fazer de cada momento uma oportunidade para refletir a comunhão perfeita: da santíssima trindade. Há muitos momentos para estreitar esta convivência!
Percebo a importância da convivência à mesa para os salesianos, quando me hospedo nas residências, por ocasião das minhas visitas às escolas.
O momento de partilha e comunhão proporcionado pela refeição deve ser cultivado cotidianamente, pois quanto mais profunda a relação e a intimidade entre os que estão à mesa, tanto mais saboroso será o alimento, que carrega em si o tempero da companhia e da amizade. Isto porque a fome física se revolve facilmente, com uma sopa, um pedaço de pão, uma banana, uma maçã...A convivência, entretanto, busca cobrir a lacuna de uma fome muito mais oculta e profundamente humana: a necessidade de estar juntos, de sentir o calor de outras pessoas, de ouvir suas histórias e contar as nossas, de intercambiar experiências vividas e sentidas.
Na refeição, além da comida que ingerimos, nos alimentamos também do olhar, do sorriso, dos gestos, das palavras, dos sucessos ou fracassos, da história viva de quem se encontra à nossa frente ou ao lado. Se a comida combate a fome física, a convivência comunitária combate a fome existencial, espiritual. E quando fazemos parte da vida do outro, a misericórdia e o perdão prevalecem sobre o julgamento e a condenação.

3-           Cuidar do outro.
Os espaços nos quais atuamos, paróquia, obras e escolas, são também o lugar dos embates cotidianos, onde os seres humanos sonham, lutam e nutrem esperanças. Nessa sociedade marcada por tanta injustiça e pelas disparidades econômicas e sociais, a Igreja em geral e os salesianos em particular, são convidados a uma “opção preferencial pelos mais necessitados”. Para sermos fiéis à Missão, devemos nos afiançar na capacitação vinda de Deus.
Depois do episódio da cruz, no caminho de Jerusalém para Emaús, em um primeiro momento, os discípulos estavam cheios de medo, dominados pela sensação de fracasso, correndo da ameaça de perigo a que estão sujeitos os amigos do crucificado. Mas, ao final, após o encontro com o Cristo Ressuscitado, retornam de Emaús para Jerusalém. O caminho é o mesmo, mas a direção e o estado de ânimo mudaram completamente. Diferentemente da ida, o retorno é cheio de alegria, esperança, de novo vigor e entusiasmo. Diante da boa nova, nada e ninguém mais os poderá deter na tarefa de proclamar a Boa Nova do Reino de Deus.
A missão somente se mantém se puder contar com esse processo de espiritualidade enraizada no Evangelho e na pessoa de Jesus Cristo, ressuscitado. Se nos miramos Nele, as adversidades não haverão de superar a coragem e o entusiasmo inicial no momento da nossa ordenação.

Reflexão final....
No dia de hoje, desejo que sua Missão seja fortalecida a cada dia pela consciência do amor do Pai por nós e do nosso compromisso em retribuir, com a nossa própria vida, sua doação.

Assim como um dia, Dom Bosco foi chamado e não pôde resistir, que você também se disponha a perpetuar a boa obra que Ele começou na vida do fundador e que Ele mesmo a complete até os dias de Cristo Jesus.


É preciso deixar ir

Há momentos na vida em que nos encontramos em uma encruzilhada. O caminho que decidimos seguir vai determinar onde vamos chegar. Nesta hora é necessário parar, pensar com calma e fazer um balanço. Ver o que foi bom, aprender com os erros, avaliar os fracassos e agradecer a Deus as vitórias. Aquilo que não presta, deixar ir.

Às vezes, até mesmo, desistir de algumas coisas.
Quem não desiste? De fazer algo, de chegar em algum lugar, de levar adiante uma ideia que parece não ter futuro? Dietas, promessas, decisões para as quais faltou tempo, paciência, planejamento. Desistimos quando entendemos que alguma coisa é inatingível, arriscada ou simplesmente não vale a pena.

Tem muita coisa que guardamos por medo de largar, de permitir que saia de perto de nós. É uma tristeza, um arrependimento, uma saudade por alguém, um emprego, por algum momento, que não quer ou não pode voltar. As lembranças doídas, os projetos falidos, as relações desgastadas, as decepções com as pessoas...Deixe ir!

Chega um momento em que é hora de rever, fazer faxina, na mente e no coração. Sacudir o pó dos pés, levantar os tapetes e tirar de lá essas lembranças que viraram pó e só fazem atrapalhar o horizonte que se coloca diante de nós. Guarde as boas lembranças. O resto? Deixe ir!

Desapego é um pequeno parto que fazemos, tirando de nossas entranhas ou proximidades coisas que parecem vitais e, na verdade… não são.
É hora de pensar em mudar atitudes, investir em pequenos movimentos que podemos fazer para mudar o mundo, ou simplesmente para mudar nossa vida.

Tire um momento para agradecer a Deus por tudo o que Ele planejou para sua vida: seja aquilo que vem na embalagem que você gosta ou não.

Aceite o que você não pode mudar. E mude aquilo que só depende de você.

O resto? Deixe ir.


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Fórum Internacional em Costa de Sauípe

Neste final de semana participei, como palestrante, do I Forum Internacional de Educação em Costa de Sauípe , na Bahia.
O local é algo indescritível! Ao lado a vista do meu quarto: uma piscina estonteante e atrás o mar...

O complexo, formado por 5 hotéis é  perfeito, desde a vista para a piscina, para os coqueiros,  até o quarto, super limpo e sofisticadíssimo. O lugar é paradisíaco: o sistema “all inclusive” permite total liberdade para a alimentação e bebidas, embora eu tenha percebido que  muitas pessoas praticam o desperdício, pelo fato de, por pagarem adiantado,  acharem que tudo é de graça. Vocês podem ver algumas fotos do restaurante, ao lado.
Os locais onde os eventos aconteceram também estavam perfeitos: acústica, som, iluminação, estado geral. Fiquei encantada mesmo!
Minha palestra teve o seguinte tema:
“ Educação Infantil: buscando o desenvolvimento das crianças”
Conversamos sobre as bases legais da Educação infantil no Brasil e falamos um pouco sobre o histórico desta construção, ao longo dos anos. Falamos ainda sobre os pensadores e ducadores que exerceram grande influência na Educação Infantil que praticamos hoje:
Comênico, Rosseau, Kant, Montessori, Froebel, Freinet, Pestallozi, Decroly, Piaget, Vigotsky, Wallon.
Foi um momento agradável, com uma platéia muito interessada e receptiva.
Vendi todos os livros que levei! Cada exemplar foi disputado, pois o Congresso tinha ao todos 700 congressistas e não levei tantos livros assim....
Agradeço a conexa eventos pelo convite e pela oportunidade de fazer parte da equipe.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Palestra de abertura no Congresso de Educação de Vitória da Conquista/BA

Com o tema “Quais diretrizes curriculares queremos para a Rede Municipal de Vitória da Conquista?”, começou na manhã de quinta-feira, 7, o Encontro Pedagógico da Rede Municipal de Vitória da Conquista. Cerca de 2000 professores das zona rural e urbana reuniram-se no Centro Municipal de Educação Professor Paulo Freire para a abertura das discussões.

Fui convidada para ministrar a conferência de abertura, com o tema “Formação docente: o compromisso com a escola e a família contemporânea”. Eu confesso que eu fiquei emocionada porque, em 24 anos de trabalho com a educação, eu nunca vi uma rede se reunir desta forma para debater educação.

A apresentação de um coral formado por crianças do projeto Escola Mais e da Pastoral do Menor, da Paróquia Nossa Senhora das Graças, despertou a sensibilidade dos participantes, logo no início da manhã. Os professores assistiram ainda à apresentação do grupo de dança de estudantes do mesmo projeto. O secretário de Educação Ricardo Marques salientou que, na sua opinião, o caminho não é impor uma diretriz pedagógica que seja igual para todas as escolas, porque existem em cada unidade de ensino especificidades que precisam ser respeitadas. Sabemos também o papel dos professores e todos os profissionais da escola, por isso não podemos pensar apenas em estrutura física, por isso tomamos a iniciativa de construir coletivamente, com os professores, a proposta pedagógica que será implementada em toda a rede.

A tarde, houve 24 GTs (grupo de trabalho) com temáticas variadas, dentre as quais destacamos: avaliação, promoção da igualdade étnico racial, diversidade, currículo, interdisciplinaridade, educação no campo, dentre outras. Nestes GTs, os professores puderam opinar e dialogar sobre as novas diretrizes, sempre sob a coordenação de um especialista na área.

Foi um momento único em que todos tiveram a oportunidade de opinar, oferecer sugestões e se comprometer em fazer, juntos, uma educação de qualidade.

Fiquei especialmente agradecida pela oportunidade de fazer parte desta construção.
Agradeço o convite e o carinho de cada um.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Artigo publicado na Revista do SINEP

Vejam artigo que escrevi para a revista do SINEP (Sindicato das escolas particulares de MG). Nele abordamos a relação entre disciplina, limites, escola e família. Pra quem não conseguir ler aqui, vá até a página do SINEP, acesse no menu à esquerda, BIS revista. São as páginas, 16 e 17. Clique sobre elas e ficarão gigantes!




Consultoria na UMEI São João

Iniciei hoje, consultoria com os educadores da UMEI São João. Vamos trabalhar juntas por um período.
Fizemos a formação continuada dos professores. O tema abordado foi:

"A matemática na Educação Infantil"

Conversamos sobre os conhecimentos matemáticos prévios das crianças, que estão presentes no seu dia a dia: apontar com os dedos a
idade que têm, escolher o canal favorito de TV, marcar o resultado de um jogo, comparar distâncias para identificar o ganhador de uma disputa, repartir figurinhas entre os colegas, dentre outros.
Destacamos os três grandes eixos das proposições curriculares: Números naturais, grandezas e medidas, espaço e forma e sugerimos os jogos como estratégia para o trabalho com a matemática.
Ressaltamos a importância dos registros, para sistematizar o conhecimento.
Esta turma estava animada demais!  


Está sendo muito bom trabalhar com esta equipe!

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Consultoria na UMEI Taquaril


Estive ontem, o dia todo, com as educadoras da UMEI taquaril.Vamos trabalhar juntas por um período..
Fizemos a formação continuada dos professores. O tema abordado foi:
"A matemática na Educação Infantil"
Conversamos sobre os conhecimentos matemáticos prévios das crianças, que estão presentes no seu dia a dia:

Apontar com os dedos a idade que têm, escolher o canal favorito de TV, marcar o resultado de um jogo, comparar distâncias para identificar o ganhador de uma disputa, repartir figurinhas entre os colegas, dentre outros.
Destacamos os três grandes eixos das proposições curriculares: Números naturais, grandezas e medidas, espaço e forma e sugerimos os jogos como estratégia para o trabalho com a matemática.
Jogamos muito e ressaltamos a importâncias dos registros, para sistematizar o conhecimento.
Esta turma estava animada demais!  

Está sendo muito bom trabalhar com esta equipe!