Como educadores, lancemos boas sementes...

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sábado, 23 de agosto de 2014

Palestra no Projeto "Escola da vida"


Estreei hoje minha participação como voluntária no Projeto Escola da Vida. Dei palestra aos pais e professores da escola Estadual Paulo da Graças. Falamos sobre aprendizagem e sobre o que podemos fazer para que os alunos aprendam mais.

Na foto ao lado estou com o diretor João (esse gigante!) da escola e com os coordenadores do Projeto. A estrutura do Projeto compreende uma semana de atividades na escola, na qual se desenvolvem cinco atividades principais.
  • ·         PALESTRAS
  • ·         LANCHE PARA PROFESSORES
  • ·         CONCURSO DE REDAÇÃO
  • ·         EVENTO CULTURAL
  • ·         REUNIÃO COM PAIS


Público Alvo: Preferencialmente alunos do Ensino Médio e de 7ª à 8ª série (14 a 18 anos).

As palestras são para os alunos. Estas devem acontecer de segunda-feira a quinta-feira, os temas selecionados pela escola serão abordados –um por dia. Para que todos os alunos possam ouvir cada palestra, elas são ministradas repetidamente em um local fixo (auditório ou sala ampla), e as turmas se revezam quantas vezes forem necessárias – isto dependerá do número de alunos e de quantos turnos (manhã, tarde e noite).

Os professores são pessoas muito estratégicas na vida da escola, e em especial dos alunos. O apoio deles é fundamental na educação de cada aluno, por isso é oferecido um momento de lanche e bate-papo com os professores para mostrar a importância de cada um deles na  sociedade. O lanche acontece uma vez na semana no horário do intervalo ou no horário da coordenação dos professores.


O concurso de redação é divulgado no começo da semana para todos os alunos interessados e não tem caráter obrigatório.
O evento cultural acontece às sextas feiras. A apresentação é feita de forma dinâmica, com música (bandas), teatro, vídeos e os recursos criativos que a equipe puder dispor no dia.

O momento com os pais visa promover a parceria família x escola. Sabemos que dependendo da realidade das famílias da escola, muitos não recebem orientação adequada ou estão perdidos quanto à educação de seus filhos. O Projeto tem o intuito de dar uma pequena contribuição para estas famílias, comunicando a mensagem de que os pais ocupam uma posição singular no processo educativo de seus filhos.

Por enquanto, minha atuação está ligada a este momento com os pais. Atuo como voluntária dando palestras.
Peço que todos se unam a nós em oração e quem sabe participando também? Se vc deseja ajudar, ou se deseja implantar o Projeto em sua escola, faça contato e acesse o site:


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Trocar ou não o celular?


Por Priscila Pereira Boy- Pedagoga- Mestre em Educação

Estou pensando em trocar o meu aparelho de celular. E comecei a pesquisar a melhor opção. Entrei em crise, fiquei insegura. Não sei escolher o melhor para mim. Cada um diz uma coisa, fala sobre a vantagem de tal marca, fala das funções que perderei se não comprar este ou aquele aparelho. Fiquei louquinha e decidi: fico com o meu mesmo, pelo menos por algum tempo. Assim minha alma se aquieta e penso com calma.

Fazer escolhas gera em nós um dilema angustiante. Isto porque toda escolha traz consequências. Algumas podem ser desastrosas para nossa vida.
Sou do tempo em que, para escolher a cor de uma parede, a gente decidia entre o branco, o gelo, o areia e o palha. E já ficava meio na dúvida. Hoje, qualquer decisão passa por um número industrial de alternativas. 

Aí entramos em outro quesito, que nos dias atuais assumiu outra proporção: o da pesquisa. Pesquisa de preço, de modelo, de lugar, de hotel, de trajeto, de música, de… tudo. 
Até o certo e o errado podem ser pesquisados ao toque de um botão: Mr. Google resolve tudo. Ele virou nossa ética, diz o que devemos e o que não devemos fazer. Só não resolve aquilo tudo que deixamos de usar para pesquisar, como fazíamos antes. Em primeiro lugar, os neurônios, que agora só precisam lembrar dessa ferramenta que está fora de nosso cérebro e vai resolver o problema. Saber clicar e encontrar a resposta, sem que nosso raciocínio esteja envolvido. 

Usando GPS e Wazes, chegamos mais rápido, isso é certo, não nos perdemos, que bom, mas nosso senso de orientação vai ficando cada vez mais preguiçoso e nós cada vez mais tontos. Imaginem vocês que esta semana me esqueci que estava com o carro do meu pai e tinha que dar uma palestra a noite em um lugar que não conhecia. Nem pesquisei onde era, pois confio no meu guia máster: o GPS. Só que meu pai não tem a ferramenta mágica. Conclusão: me perdi, quase perco a hora!

Há uns 5 anos atrás, para decidir qual televisão comprar, batíamos pernas de loja em loja, passávamos horas pendurados no telefone negociando condições de pagamento e qualidade da peça. 
Hoje? A internet oferece o produto, dá o preço e faz a entrega. E nós não saímos da cadeira, não exercitamos nem corpo nem dialética, cada vez mais bobos e felizes, pensando: “que bom, economizei tempo, dinheiro e preocupações”. 

Pois eu acho isto tudo bastante preocupante. Você não? Não estamos falando de crianças que vivem na frente de computadores e joguinhos, que nunca vão pisar numa grama ou subir numa árvore ou saber de onde saem os ovos. Eles são frutos de uma nova era, a realidade delas é essa.  São nativos digitais.
Estou falando de nós, adultos, com livre escolha para ver o que estamos deixando de vivenciar, o quanto estamos deixando de pensar, achando que temos mais agilidade de ação e mais tempo para… continuar na frente do computador. 

Escolher não é fácil. Exige reflexão, exige prospecção, exige ousadia. E resolvi que entre todas as escolhas que posso fazer nos dias de hoje, eu escolho pensar. E resolvi: por agora, não vou trocar de celular!