Como educadores, lancemos boas sementes...

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quarta-feira, 28 de março de 2012

Leitura: exercício do cérebro!

O cérebro é um músculo e os livros são os halteres... 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia Internacional da Sindrome de Down


Era uma vez um menino. Ou uma menina, tanto faz. O que importa é que a criança nasceu diferente. De quem? Das outras. Como todas.
A mãe pegou o seu bebê, levou para casa, apresentou aos irmãozinhos, amamentou, agradou, educou.
O filho exigia mais cuidados, ela sabia, mas o assento para portadores de necessidades especiais no ônibus ela não queria não, obrigada. Nem o olhar de compaixão das pessoas que ia encontrando, nem a escola especial, não senhor.
Passada a primeira e necessária fase de estimulação precoce, ela pegou seu filho pela mão e entrou na creche com todas as outras crianças, na escola com todas as outras crianças, no parque, no cinema, na vida com todas as outras crianças.
Ele cresceu, recebendo a atenção, as terapias, os limites, a educação e o amor que toda criança merece. E assim foram, ele e sua família, contagiando quem com eles convivia:
- “veja só, ele pode!”.
-“Quem diria, ele consegue!”,
-“Ele, com as outras crianças? Claro, por que não?”.
O menino (ou menina, tanto faz) é uma criança que o mundo finalmente está começando a perceber como realmente é: uma criança.
No dia 21 de março se comemora no mundo inteiro o Dia Internacional da Síndrome de Down, a partir de 2012 reconhecido pela ONU.
Celebre reconhecendo que crianças, jovens e adultos com SD podem ter uma vida plena, com escolaridade, trabalho e lazer.
Como todos nós.
Muito do que somos é resultado do que se espera de nós e das oportunidades que recebemos. Olhe de um novo jeito para pessoas com Síndrome de Down. Acredite. Permita. Inclua. De verdade.
( contribuição da minha amiga Jô Bibas)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Acomodação

Este texto me fez pensar muito sobre a acomodação. A gente não pode se acostumar com as coisas ruins... É preciso reinventar a vida todos os dias! De Marina Colasanti ( foto ao lado), o texto é ótimo pra gente refletir e se indignar sempre! Deliciem-se....



Eu sei, mas não devia
Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a  sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. 

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Portifólios: um novo olhar sobre a avaliação


Estive hoje em Contagem/MG, trabalhando com professores da Rede Municipal de Ensino. Fizemos uma formação de professores, com  tema : 
Portifólios, um novo olhar sobre a avaliação.
O objetivo da palestra foi falar um pouco sobre este precioso instrumento de avaliação para que ele seja implantado na Educação Infantil e no Ensino Fundamental.

Portifólio é uma coleção de ítens, que revela, com o passar do tempo, os diferentes aspectos do desenvolvimento e aprendizado dos alunos, possibilitando-nos fazer avaliações.
Os Portifólios não são uma mera coletânea de trabalhos. São atividades escolhidas previamente, e coletadas ao logo do ano, para que possamos demonstrar, através delas a evolução dos alunos.
É necessário eleger os eixos norteadores para a confecção dos Portifólios. Ao elegermos os eixos norteadores que farão parte do nosso registro, devemos explicitar os objetivos da atividade e os meios utilizados para alcançá-los.

Na execução e confecção dos mesmos, podemos trabalhar com registros, fotografias, amostras de trabalho, gravações de áudio e video,diários de aprendizagem redigidos pelos próprios alunos.

Os Portifólios são elaborados por cada professor, segundo sua criatividade e necessidade, não sendo necessário que toda escola faça Portifólios iguais.
É um rico instrumento para que possamos respeitar o ritmo de aprendizagem e  a individualidade dos alunos e avaliá-los sem parâmetros comparativos, tendo como referência, eles mesmos.

Fui muito bem recebida pela equipe de coordenadoras e pela Equipe de professores.
Agradeço pelo convite e desejo muito sucesso a todos!

quinta-feira, 8 de março de 2012

A arte de ser Mulher


Hoje é dia internacional da Mulher!
A mulher da atualidade não se parece em nada com a mulher do passado. Ela
passou a conduzir suas ações e se tornou multifuncional, bem resolvida, primando por
liberdade e melhores condições de vida, sem deixar de lado sua maternidade, doçura feminilidade, espontaneidade e criatividade.
A mulher do século XXI, vem ganhando cada vez mais espaço, no trabalho, na política, na sociedade, e na economia. Foram muitas conquistas!
Ela teve acesso à educação formal há pouco mais de 120 anos. Há apenas 77 anos pode votar. E há mais de vinte conseguiu ser reconhecida pela Constituição quanto á igualdade plena de seus direitos e deveres em relação aos dos homens.
Só para se ter idéia da importância das mulheres, basta saber que, segundo o IBGE, elas
representam hoje, mais da metade da população brasileira.
Essa trajetória vitoriosa se deve principalmente a sua capacidade de transformar a insegurança em oportunidades e a responder pelos seus atos de forma a agregar valores pessoais, compartilhando suas experiências e habilidades.
Ser mulher é ser amável, sensível, forte, lutadora, guerreira- VITORIOSA.
A todas as mulheres maravilhosas deste mundo, nosso respeito, nossa admiração. Receba o nosso abraço e a nossa homenagem.

domingo, 4 de março de 2012

Você está preparado para envelhecer?


O tempo passa para todos. Já não sou tão jovem assim, então venho acompanhando este processo de envelhecimento comigo mesma e com minhas amigas e amigos. Vi um texto do Teuler Reis , no grupo Comunidade Educativa, do qual faço parte e achei que ele expressou muito bem o que tenho visto por aí. Confira um trecho:

“Existem pessoas que envelhecem mas não amadurecem. Permanecem ao longo da vida ungidos da incapacidade de encontrar saídas maduras, de resolver com maturidade seus problemas, medos, decepções e toda sorte de problemas. Optam pela ignorância, a exclusão, se tornam amargas, emburradas e, não conseguem nem mesmo se verem nessa posição. O fato é que a maioria delas repete experiências vividas ou observadas no decorrer da vida. Trazem em si o modelo dos pais, da família. Os exemplos permanecem ali, adormecidos, a espera do momento da “repetição”, para assombrarem novamente.(...) Maturidade é saber fazer novas escolhas, tecer novos rumos e seguir em frente.”

E com as mulheres há um outro fator muito predominante: a preocupação com aparência. São muitas fazendo plásticas, lipos, dietas, botox, progressiva, manipulando cremes, ácidos loções...
Aceitar a perda da “beleza” da juventude requer amadurecimento e aceitação de novos padrões de beleza.
O mais importante é ter consciência de que envelhecer e ser feliz não são coisas antagônicas. Nem incompatíveis...
E você, está preparado para envelhecer?