Como educadores, lancemos boas sementes...

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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Formação Continuada na UMEI Paraíso- Portifólios

No sábado passado, na Escola Municipal, onde demos início a consultoria para a formação continuada das professoras. Esta formação se estenderá por todo o  ano.  Nas fotos ao lado estou com as educadoras.

O Processo está acontecendo de forma participativa e as educadoras tem dado boas contribuições ao debate. O primeiro tema sobre o qual estamos conversando é a confecção dos Portfólio. Hoje conversamos sobre o que é um PPP, porque construí-lo, o que deve conter nele, as bases legais. 

Todo Portfólio parte de intenções educativas, do currículo executado e deve ser um instrumento de avaliação e não uma mera coletânea de atividades
Conversamos sobre o trabalho já desenvolvido por elas, suas dificuldades e possibilidades.

Tem sido um momento muito rico, de reflexão e debate. O envolvimento e a participação de todas tem feito com o trabalho avance cada dia mais. No mês que, vem daremos continuidade ao trabalho, mostrando Portfólios já construídos e delineando os eixos sobre os quais construiremos os nossos.


A equipe me recebeu de braços abertos. Agradeço pela confiança e pelo acolhimento.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Assessoria na escola Salesiana São Domingos Sávio- Núcleo Bandeirantes

Estive, nesta semana, na escola Salesiana São Domingos Sávio, no núcleo Bandeirantes. 
Nas fotos estou com a equipe, que me recebeu de braços, ouvidos e corações abertos.
No primeiro momento, trabalhamos os pilares da relações interpessoais:

  • Percepção
  • Auto percepção
  • Comunicação

Para nos relacionarmos bem com alunos, pais, professores e entre pares, precisamos investir neste três pilares.
Depois estudamos as atribuições de cada um na equipe técnica, dando ênfase nas atribuições do Orientador Educacional e o Assistente Pedagógico.

Em seguida, demos oportunidade a todos para dirimir suas dúvidas em torno do trabalho cotidiano. Incertezas acerca dos instrumentos de avaliação, a divisão dos pontos, a relação com o professores, o organograma da escola, as ações junto aos pais e famílias foram algumas das temáticas abordadas.

O Processo aconteceu de forma participativa e os educadores deram boas contribuições ao debate. 


Foi um momento muito rico, de reflexão. O envolvimento e a participação de todas fará com que a escola avance cada dia mais. 
No mês de julho daremos continuidade ao trabalho, fazendo a formação continuada dos professores na jornada pedagógica.

A equipe me recebeu de braços abertos. Agradeço pela confiança e pelo acolhimento.





Formação de professores em Ponte Nova

Estive no Colégio Dom Helvécio, em Ponte Nova, fazendo a formação continuada das professoras da Educação infantil. Conversamos sobre o processo e alfabetização, sobre o trabalho cotidiano, o ensino da letra cursiva e um pouco sobre o desenvolvimento infantil.

Vimos a necessidade de conhecer bem o material com o qual estamos trabalhando, para que possamos ser coerentes com o trabalho que desenvolvemos.

Projetos são muito bem vindos na Educação infantil e devem ser trabalhados de forma lúdica. Formatamos um programa de formação continuada e voltaremos mensalmente à escola. esta equipe é muito competente e bem preparada e acreditamos que farão um trabalho e excelência até o fim do ano!

Agradeço a acolhida e confiança!

sábado, 17 de maio de 2014

Somos todos macacos?

Compartilho com vocês artigo da minha coluna do jornal neste mês.

Por Priscila Pereira Boy- Pedagoga- Mestre em Educação

A polêmica em torno do episódio acontecido com o jogador de futebol Daniel Alves, que atualmente joga no Barcelona, me inspirou a escrever este artigo. Fiquei um pouco estarrecida com a repercussão e desdobramentos que giraram em torno do acontecido. Pra quem não acompanhou, segue uma sinopse.

Durante a partida do Campeonato Espanhol, um torcedor atirou uma banana no gramado próximo ao jogador, que se preparava para efetuar a cobrança de um escanteio. A reação dele foi imediata. Descascou a banana e comeu-a. Sua resposta desmontou completamente a agressão. Admiro pessoas que têm a presença de espírito e a frieza  para reagir de bate-pronto ao que é feito com a intenção de enfurecê-las. Daniel Alves conseguiu humilhar o agressor.
Todo mundo caracterizou o ato como sendo de cunho racista e muita gente ficou revoltada.

A campanha contra o racismo começou logo depois do jogo, quando Neymar, também, jogador de futebol, publicou na internet uma foto ao lado de seu filho, com uma banana. E embaixo dela a hashtag: #somostodosmacacos.
Uma hashtag é mais do que um rótulo de uma foto. É um comando. É um movimento que quer começar. #somostodosmacacos se espalhou. No boca a boca. Como um vírus. Viralizou. Em poucas horas, milhares de pessoas tinham sido contaminadas, inclusive muitos artistas brasileiro de projeção nacional. O apresentador de TV Luciano Huck, que também é dono de uma grife de roupas, resolveu lançar uma camisa com uma banana estampada e vendê-la no site por R$69,00. E ainda, as modelos que vestiam a camisa eram todas brancas!

Formou-se a celeuma: artistas estão engajados nas causas antirracistas ou estão atrás de publicidade? Seriam eles defensores de causas nobres ou oportunistas?

Sou a favor da liberdade de expressão de todas as pessoas, incluindo aquelas de quem discordo, aquelas a quem considero “idiotas” e aquelas que só querem aparecer. Estas últimas são as que menos me afetam, porque não contribuo em nada para a popularidade delas.
Mas não acabou por aí não. Se o Twiter é uma rede social viral, há uma outra que não perde em popularidade. É o facebook. Vem um colunista de uma revista famosa e posta na sua timeline a seguinte frase:

“Se somos todos macacos, porque somente alguns macacos tem cotas?” O facebook removeu a postagem dele, alegando que a mesma era de cunho racista.

Eu estou com o facebook. Primeiro, chamar seres humanos de macacos tem um cunho totalmente pejorativo. Eu, como sou de linha criacionista e não Darwinista, penso que #somostodoshumanos  seria uma campanha bem melhor. Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. Refletimos a sua glória e fomos criados de forma diferenciada. Todo ser humano deve ser visto com um ser único e especial.
Uma ofensa racista dirigida contra Daniel Alves me afeta como se fosse dirigida contra mim. A tonalidade da pele não difere geneticamente os seres humanos. Não há duas raças humanas, mas uma só.

O preconceito é algo avassalador. Cega, fere, não pensa, não vê o outro. Faz as pessoas se sentirem menores, pequenas, desprovidas de qualidades ou algo de bom que possam oferecer ao mundo. Não pensem que só porque os jogadores ganham rios de dinheiro eles são completos e felizes e não se incomodam com atitudes como estas. Eles conquistaram a carreira, a fama, mas não sobrevivem sem o respeito. Isto o dinheiro não compra.

O racismo é um fenômeno psicossocial, emocional ou passional, sem qualquer elaboração ou justificação. Um ódio desferido a um grupo, as vezes com motivações (equivocadas), as vezes sem motivação nenhuma.

Já passou da hora de revermos nossas posturas e atitudes para com os outros. Lembremo-nos do nazismo na Alemanha que massacrou os judeus, do Apharteid na Àfrica, que causou danos a milhares de pessoas e principalmente a um homem chamado Mandela, da Ku Klux klan nos EUA, uma sociedade racista secreta que perseguia os negros e tentava impedir a abolição da escravatura e de muitas outras organizações que promovem a segregação e acreditam na superioridade de certos grupos.

Segundo a lei, o racismo é crime. Segundo o Gabriel, o pensador, é burrice.

Não. Não somos todos macacos. Somos todos imagem de Deus.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Artigo sobre a relação da família com a escola.



Escrevi um artigo sobre o grande desafio da parceria entre a família e a escola. Ele saiu na revista Boletim Salesiano.
Quem quiser conferir é só acessoar o link abaixo:

http://www.boletimsalesiano.org.br/index.php/educacao/item/2970-familia-escola-e-limites-uma-relacao-diretamente-proporcional

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Letra cursiva: sim ou não?

Quando introduzir a letra cursiva? Ela é essencial na vida dos alunos?
Alguns chegaram a dizer que a letra cursiva é imprescindível para trabalhar a coordenação motora das crianças. E ainda, que para se ter uma letra bonita precisam sim, treinar bem o traçado.

Será? Conheço pessoas que tem excelente controle motor e a letra deles é horrível! E será que coordenação motora é pra ser trabalhada utilizando-se o treino de letra cursiva? Penso que jogar bola, correr, rodar pneus, arcos, rolar na terra, subir em árvore é muito mais eficaz- e prazeroso!

O motivo de eu polemizar o assunto é que li uma reportagem que me chamou muito a atenção. Na semana passada, os finlandeses, que são líderes no PISA e cujo país tem a educação mais eficaz do mundo, ficaram sabendo pelos jornais e noticiários que o Ministério da Educação pensa em terminar com o ensino da letra cursiva nas escolas, ensinando apenas a letra de forma. Uma notícia que já era de se esperar num país onde a tecnologia é altamente utilizada e todas as crianças antes de se alfabetizarem já sabem mexer em computadores, tablets e telefones.

Mesmo assim, nós com mais de trinta anos (eu um pouquinho mais que isso!), não deixamos de ficar surpresos pela notícia que mostra que o futuro tecnológico está muito mais perto do que imaginamos. Mesmo defendendo que a letra retrata a personalidade e que é inútil ficar fazendo treinos, quando fiquei sabendo que o fim do ensino da letra cursiva, está ameaçada de extinção por decreto, o choque foi inevitável.

Por enquanto, isto é uma sugestão de projeto e que se aceito entrará em vigor em 2016.
As crianças aprenderiam a reconhecer as letras escritas de forma cursiva mas estariam desobrigadas da tarefa enfadonha de tentar reproduzir as suas curvas e especificidades. Seriam capazes de ler mas não obrigadas a reproduzir.
Para este grupo, a escola não pode se isolar em si mesma em técnicas ultrapassadas ignorando o que faz parte da vida dos alunos e como eles se expressam. Hoje em dia se digita muito mais do que se escreve. Inclusive pessoas adultas em suas rotinas de trabalho utilizam cada vez menos o lápis e o papel, uma vez que podemos anotar nossos compromissos até nas agendas dos nossos telefones.

Particularmente, não acho imprescindível o ensino da letra cursiva. Diariamente me deparo com alunos cujas letras cursivas são ilegíveis. Eu mesmo lhes sugiro escrever com letras de forma. O que importa, penso eu, é a legibilidade do texto. Principalmente em processos avaliativos como ENEM e concursos.

O problema que pode surgir da prática do não ensino da letra cursiva, no meu entender, não está relacionado à aprendizagem de certas habilidades motoras específicas, que se desenvolvem com a prática do traçado desse tipo de letra, mas sim está relacionado com o fato de que, muitas vezes, quem se habitua a escrever apenas com letras de forma, acaba não sendo estimulado também a aprender a distinguir e respeitar as convenções da escrita.

Uma dessas convenções é particularmente importante: a distinção entre letras maiúsculas e minúsculas, que é significativa na maioria das línguas, inclusive na língua portuguesa. Já vi muitos alunos que escrevem apenas com letras maiúsculas ou que misturam letras maiúsculas com minúsculas, sem ter em conta as convenções de uso adequado de umas e de outras.
E esse fato, sim, afeta a legibilidade e até mesmo a compreensão dos textos, especialmente os gêneros mais complexos.
Por enquanto o projeto está em discussão, vamos ver no que vai dar.
Pensemos com carinho sobre o ensino precoce da letra cursiva e suas repercussões para as crianças. A reflexão que provoco abaixo é baseada em uma fato real:

A mãe chega em casa exausta e diz ao filho que não vai atender ninguém, porque está muito cansada e teve um dia muito difícil. O telefone toca e o filho de 5 anos atende. É alguém querendo falar com a mãe e ele logo diz que ela não pode atender porque teve um dia difícil e está muito cansada. A pessoa pergunta:
- Mas o que aconteceu com ela?
E o menino responde:
- Não sei não, mas acho que ela está aprendendo letra cursiva!

A letra cursiva faz parte da vida acadêmica, mas como tudo na vida, ela tem sua época certa. Já está provado, por meio de estudos científicos publicados no meio acadêmico, que a letra cursiva só deve ser introduzida quando a criança já domina o código, ou seja, quando ela está alfabética ou alfabetizada. Antes disso é enfado e canseira e não tem o menor sentido para a criança.

INTERAGIR com a letra cursiva é necessário. COBRAR deve ser um ato condizente com a possibilidade de resposta. Há que se considerar, além do contexto, a idade e a maturidade, afetiva e biológica dos alunos.

Além do mais, gastar tanto tempo cobrando um traçado certinho já não faz mais sentido, em um mundo digital. A tecnologia está aí, ganhando as salas de aula e a simpatia dos alunos.
Então vamos refletir: o que estamos fazendo com as nossas crianças?
Diante de um novo mundo, uma coisa é certa: mudanças ainda virão e a pergunta é:

Nós professores, estamos prontos para estas mudanças?

domingo, 11 de maio de 2014

Hoje é dia das mães: trate a sua com carinho!

Outro dia presenciei uma cena, no mínimo revoltante. Entrei em uma destas lojinhas de bairro e pedi uma folha de papel nacarado. 

Você sabe o que é um papel nacarado? Pois bem, a mãe da atendente não sabia. Uma velhinha, que aparentava ter uns 80 anos, cabeça toda branquinha, estava a assentada em uma cadeira no fundo da loja. A moça disse a ela:

- Mamãe, vá lá em cima no estoque e pegue um papel nacarado para nós.
Notei o semblante surpreso da velhinha e imaginei que ela não sabia o que era. Mas a filha não se preocupou com isto, ficou parada, com sua jovialidade, esperando que a mãe subisse as escadas para pegar o produto.

Eis que a velhinha volta, com um papel colorset vermelho e pergunta: - É esta a cor que a senhora quer?

A filha partiu pra cima da mãe. Disse que aquele não era o tal do papel que eu queria e que voltasse lá e buscasse o papel correto. A velhinha intimidada, perguntou baixinho qual era o papel e ela disse aos berros:- Se vira, você não é quadrada!

Aquilo foi demais para mim! Disse à moça que podia deixar e saí da loja. Eu não sei se deveria intervir, se deveria falar com a moça e defender a velhinha. Fiquei atônita, sem ação, fiquei mal. Senti-me desconfortável, pensei na minha mãe e em como nunca deverei tratá-la. E fiquei pensando que além de desrespeito, a moça também faltou com a educação. Gritar, agredir, não respeitar minha presença, representa uma ausência total de educação, de noção de respeito com o outro, alguns conceitos que vem do berço.

Tentei me colocar no lugar no lugar da moça. O que pode ter acontecido, no passado ou no presente, para que ela tratasse a própria mãe daquela forma?
Hoje é dia das mães e me pus a refletir sobre o papel de uma mãe na vida dos seus filhos. Somos semeadoras. Se lançamos boas sementes, colhemos bons frutos. E me dispus a estar mais perto dos meus filhos. Mostrar-lhes atitudes cotidianas que valorizam os outros. Mostrar-lhes os cuidados com meus pais, para que me imitem na minha velhice. Ser exemplo, dar amor, dar carinho e colher respeito e consideração.

Pra esta moça da loja faltou uma “boa palmada”, um direcionamento firme, o estabelecimento de limites. Faltou uma repreensão. Amar é também dizer não.


Que Deus nos ajude e nos abençoe nesta divina missão de educar os filho. Tenham todas, um feliz dia das mães!

terça-feira, 6 de maio de 2014

Assessoria no Colégio Ateneu Dom Bosco- Goiânia


Estou, desde ontem, no Colégio Ateneu Dom Bosco em Goiânia para fazer assessoria pedagógica. Na noite de ontem dei a palestra inaugural do Projeto “Encontros de família”.

 Na foto ao lado estou com as supervisoras pedagógicas, a orientadora, o diretor pedagógico, Paulo, o diretor Salesiano Adenilson Rubin e o padre Geraldo. 

As crianças abriram a solenidade com uma belíssima canção de Páscoa. A professora de música os ensaiou muito bem e cantou com eles. Ela tem uma voz belíssima!

Após a apresentação, falamos sobre o tema do meu livro: "Afinal, quem manda nesta casa?" onde falo sobre os desafios de criar os filhos na pós modernidade. Falamos sobre os cuidados que devemos dispensar aos filhos e o investimento em quatro pilares essenciais para se ter uma vida harmoniosa. É necessário dispensar:

Cuidados físicos - cuidar da alimentação, sono, exercícios físicos, higiene pessoal e sexualidade.
Cuidados intelectuais: investir em leitura, desenvolver hábitos de estudo, estar atento às atualidades e atividades culturais.
Cuidados sócio afetivos: estabelecer limites e regras, desenvolver a autoestima e praticar touques físicos.
Cuidados espirituais: Envolver-se em ações solidárias, cultivar a espiritualidade envolver-se em atividades de cuidado com o próximo.

Cuidar de tudo o que os filhos veem e recebem no dia a dia é papel dos pais. Após a palestra, fomos
brindados com a cantora Karina com quem estou na foto ao lado, que nos trouxe músicas regionais.

Hoje, durante todo o dia, fizemos a formação continuada da equipe técnica e avaliamos todos os Projetos em andamento. Traçamos estratégias para formar os professores e continuaremos a investir no Pedagógico.

Á noite foi a vez dos professores receberem a formação continuada. Falamos sobre a AVALIA, uma avaliação externa feita por todas as escolas da Inspetoria. Explicamos a metodologia utilizada, ensinamos a ler os resultados, identificar os indicadores e ressaltamos a importância de traçar planos de intervenção.


As avaliações foram muito generosas e carinhosas. O grupo sinalizou que a nossa presença fez diferença é pediram Bis! Agradeço o carinho e confiança depositados em mim.