Como educadores, lancemos boas sementes...

.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ano Novo: hora de deixar ir.

O Ano Novo está aí e é hora de fazer um balanço. Ver o que foi bom, aprender com os erros, avaliar os fracassos e agradecer a Deus as vitórias. Aquilo que não presta, deixar ir. As vezes, até mesmo, desistir. 

Quem não desiste? De fazer algo, de chegar em algum lugar, de levar adiante uma ideia que parece não ter futuro? 

Dietas, promessas, decisões para as quais faltou tempo, paciência, planejamento. Desistimos quando entendemos que alguma coisa é inatingível, arriscada ou simplesmente não vale a pena.

Tem muita coisa que guardamos por medo de largar, de permitir que saia de perto de nós. É uma tristeza, um arrependimento, uma saudade por alguém que não quer ou não pode voltar. As lembranças doídas, os projetos falidos, as relações desgastadas, as decepções com as pessoas...Deixe ir!

Ano Novo é  hora de rever, fazer faxina, na mente no coração. Sacudir o pó dos pés, levantar os tapetes e tirar de lá essas agruras que viraram pó e só fazem emporcalhar o panorama. Deixe ir!

E os objetos que você segura? Aquele vestido antigo, que já está amarelado, aquele cinto que já nem fecha, a calça jeans que não serve há 7 anos? Os livros que não vai ler nunca mais, os sapatos que não cabem mais no armário, os relógios da adolescência e as armações de óculos que estão esperando sabe-se lá o que para irem embora? Deixe ir!

Desapego é um pequeno parto que fazemos, tirando de nossas entranhas ou proximidades coisas que parecem vitais e… não são.

Ano Novo é hora de pensar na consciência, ou falta dela. Mudar atitudes, investir em pequenos movimentos que podemos fazer para mudar o mundo, ou simplesmente para mudar nossa vida.
Tire um momento para agradecer a Deus por tudo o que Ele planejou para sua vida: seja aquilo que vem na embalagem que você gosta ou não.

Em 2014, tenha grandes sonhos...e realize todos eles!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Natal, afetos e relacionamentos

Natal, afetos e relacionamentos
Por Priscila pereira Boy- Pedagoga, Mestre em Educação
www.priscilaboy.blogspot.com  priscilaboy@terra.com.br

O Natal está chegando. Comidas, presentes, enfeites, agitação. Todo mundo se preparando para comemorar esta data, que em seu sentido original, nada tem haver com consumismo. 
O Natal é nascimento de Jesus, que veio ao mundo nos trazer uma nova esperança: Ele nos liga novamente ao Pai. Os historiadores não confirmam se Ele realmente nasceu no dia 25 de dezembro. 
Para mim, que sou cristã, isso não faz a menor diferença! O importante é que Ele veio ao mundo: nasceu, morreu por nós e RESSUSCITOU!
Infelizmente, no dia a dia, perdemos este foco do Natal. Ficamos preocupados demais com o que vamos vestir, os presentes que vamos comprar ou ganhar, as guloseimas que vamos saborear. Não conseguimos enxergar a beleza dos encontros de família, das relações interpessoais, dos momentos de comunhão: perdemos a capacidade de apreciar o belo, de depositar nossos valores em coisas intangíveis.

Fiquei pensando nesta geração do século XXI. Não resiste á frustração, é imediatista, hedonista e consumista.
Recordo-me da minha infância, onde arrumávamos galhos naturais para montar nossa árvore de natal. Ás vezes nós colocávamos algodão, para simular a neve... ( não tinha a menor semelhança, mas tudo bem!). Houve um ano em que colamos bolinhas de isopor, daquelas bem pequenininhas e achei que nossa árvore ficou o máximo! Na verdade, não é da árvore ou dos aparatos que sinto saudade. Hoje vejo que o que eu gostava mesmo era daquele afeto que envolvia a família na montagem dos enfeites natalinos. Minha mãe sempre foi muito empolgada com o Natal e nos incentivava a decorar toda a casa. Somos cinco irmãos e sempre era aquela festa: criar arranjos de velas com laços e bolas coloridas em pratinhos de festa, com muito papel laminado e gliter, desenhar sinos e pendurar nas portas...

Era tudo tão simples, mas a gente achava tão mágico, tão bonito...

Montar a árvore de Natal com meus filhos me fez reviver bons tempos e reafirmar em mim a grandeza das relações familiares. Laços a gente constrói no dia a dia. Não devemos deixar pequenos momentos passar em branco e nem ficarmos apegados demais às picuinhas. O que fica, o que vale, são as relações afetivas que construímos ao longo da nossa vida. 

Um pouco de bondade, de perdão, de paciência, tolerância, diplomacia, confrontar com ternura e firmeza, buscar mudanças, ceder, negociar e algumas outras virtudes. Aprender a amar “apesar de” é um alvo, um desfio, uma caminhada, uma oportunidade. E você pode fazer isto neste Natal. 

Mude seu rumo, sua vida, sua visão sobre as pessoas.  
Há 2000 anos, Jesus nasceu em Belém, sob as estrelas, que eram focos de luzes guiando os pastores e suas ovelhas ao berço de palha.

Deixe Jesus nascer em seu coração neste Natal. Que Ele venha trazer Amor e Paz, a todos nós!