Como educadores, lancemos boas sementes...

.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

É legal ser invisível?

Por Priscila Pereira Boy- Mestre em Educação, Pedagoga.

Ouvindo uma adolescente me contar o que mais a encantou na saga “ Harry Potter", minha imaginação começou a divagar. Ela me disse que gostaria muito de ter a tal capa dele, que o tornava invisível.

Fiquei imaginado a tal sensação. Poder presenciar coisas sem ser percebido. Poder transitar sem que ninguém perceba a sua presença...

Outra invisibilidade que me encanta é a das amizades que vão se constituindo no mundo virtual. Tenho seguidores aqui que não tenho a mínima idéia de quem seja. Mas gostam de mim e do meu trabalho. Sem contar os amigos das redes sociais.

Aspectos positivos da invisibilidade.
Mas, a invisibilidade tem lá seus aspectos negativos. Sentir-se invisível sem querer ser invisível. Ser desconsiderado. Não ter voz.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são “seres invisíveis, sem nome”. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da “invisibilidade pública”.

Ele garante que teve a maior lição de sua vida: “Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência”, explica o pesquisador. O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano.

“Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. As vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão”, diz.
 “Essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa”

 Desde então, minha vontade de ser invisível não existe mais. 

Você enxerga as pessoas no seu dia a dia? Pode ser alguém que trabalha no seu prédio, um frentista de posto, uma atendente de loja, um aluno na escola, um pai, mãe, servente.
Cumprimente. Valorize. Não faça das pessoas seres invisíveis

4 comentários:

  1. Sempre me refiro à invisibilidade como "Síndrome do Anonimato"; que a meu ver traz atitudes muito predatórias,como forma de se destacar, ainda que de maneira inadequada e muitas vezes deplorável!

    ResponderExcluir