Como educadores, lancemos boas sementes...

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Dia Mundial de ação de graças

"Em tudo, daí graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco". I Tessalonicenses 5.18.

Hoje comemoramos o Dia mundial de Ação de Graças. Um coração grato é algo que agrada profundamente a Deus. Isto porque, gratidão expressa o reconhecimento por tudo que recebemos. No dia de hoje, para um pouco e pense:

Que motivos você tem para agradecer?

Em primeiro lugar, eu  agradeço a Deus pela vida. Não me refiro apenas à vida física, à possibilidade de respirar e de ter todos os sinais vitais funcionando bem. Agradeço pela vida espiritual, a vida eterna, que foi conquistada por Jesus lá na cruz e que me permitirá estar com Ele para sempre, um dia.

Agradeço também pela família que Ele mesmo me concedeu. Meu pai e minha mãe estão vivos, gozando de boa saúde, meus irmãos tocando suas vidas, com dignidade e felicidade. Meu marido me ama como sou, me faz feliz e me deu dois lindos filhos, que também só me trazem alegria.
Os momentos de conflito que vivemos em família servem para nos lapidar, para nos melhorar como pessoas, para desenvolver em nós o fruto do Espírito. Então, agradeço pelos momentos difíceis também.

Agradeço pela minha carreira, promissora, exitosa, tudo mérito de Deus! Foi Ele mesmo quem me dotou com inteligência, quem me proporcionou oportunidades diversas e que vem abrindo muitas portas de trabalho para mim. Agradeço pelos Salesianos, que me acolheram e vem acreditando no meu potencial de trabalho.

Agradeço pelo meu ministério com as famílias, onde tenho conversado com muitos casais e tenho ajudado estas pessoas a compreender o sentido do casamento, da vida em família, como um projeto divino para bem da humanidade.

Agradeço pelos amigos que fiz ao longo da minha caminhada, Muitos deles nem sabem, mas foram fundamentais em muitos momentos difíceis, proferindo palavras de ânimo, de consolo de apoio e de incentivo.
Eu agradeço pela simples possibilidade de poder agradecer. E peço a Deus que todos os que me cercam, tenham, assim como eu, muitos motivos para agradecer!

Feliz dia de Ação de Graças!

domingo, 24 de novembro de 2013

Eu tenho uma fã!

Abro meu e-mail e me deparo com esta linda mensagem:

"Você é um exemplo de educadora. Confesso que foi muito importante sua influência para que eu retomasse a Pedagogia. Comecei o curso em outra instituição mas lá era muito ruim, saí muito desanimada com a Educação. Nossa, eu saí de lá sem acreditar na Educação. Abandonei o curso no 5º período e achei que nunca mais iria voltar. Seu trabalho foi um dos que me fez acreditar de novo na Educação. Apostei em outra instituição e agora estou feliz. Estou aprendendo e minha turma é ótima. Seu livro já me ajudou muito e me norteou para entender as tendências pedagógicas. Amei aquele esquema, nossa, uma mão na roda, Priscila! Você é 10!"


O livro ao qual ela se refere é o "Inquietações e desafios da escola".Tem gente que é um sol na nossa vida! Obrigada Senhor, pelas pessoas maravilhosas que o senhor colocou no meu caminho!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Artigo sobre autismo na coluna "inclusão" , da revista Profissão Mestre

Abaixo segue o artigo da minha coluna na revista Profissão Mestre. Desta vez falo sobre o autismo.

Uma amiga contou-me um episódio, afirmando se tratar de um fato verídico. Como eu ri demais e achei a melhor coisa do mundo, gostaria de dividir a história com vocês: o pai chegou exausto em casa e disse ao filho de 5 anos que não atenderia ninguém, pois estava muito cansado e se trancaria no quarto “para ficar no seu próprio mundo”. O telefone toca e o menino atende. Era alguém querendo falar com o pai e o menino responde que não vai dar para o pai atender. A pessoa indaga sobre o motivo e o menino responde: “é que hoje ele está um pouco autista!”.
Querendo entender a lógica do menino, perguntei o que ele quis dizer com isso e minha amiga explicou-me que, na escola, há um coleguinha autista, e a professora orientou os alunos a não se assustarem quando ele ficasse olhando fixo para o horizonte e não respondesse às suas perguntas. “É que ele é autista e, normalmente, os autistas vivem no seu próprio mundo”, explicou a professora.
Para falar a verdade, pouco me importei se isso aconteceu de fato, porque me diverti tanto quando ela me contou que a veracidade não alteraria em nada o sentimento que me causou. Depois de rir bastante e achar a história “uma graça”, parei para refletir sobre a situação.
Foi aí que me deparei com uma questão: a inclusão carece de alguns esclarecimentos. Muitas pessoas, sejam elas educadoras ou não, sabem muito pouco sobre as características de alguns déficits, transtornos ou deficiências. E o desconhecido geralmente causa medo, resistência e desconforto. Foi muito bacana a professora conversar com os alunos sobre o colega e ressaltar que, em alguns momentos, ele não vai interagir com eles porque essa é uma condição da criança autista.
Ainda não se pode dizer com absoluta certeza as causas do autismo. Sabe-se, no entanto, que não possui origem ambiental, como se acreditou durante muitos anos. Segundo Eugênio Cunha, um especialista no assunto, a atuação dos profissionais da escola é fundamental, uma vez que muitos casos de autismo foram percebidos primeiramente no ambiente escolar. O professor deve ficar atento a alguns sinais, a fim de identificar comportamentos, pois a estimulação precoce ajuda muito no desenvolvimento da criança.
Os sintomas podem aparecer nos primeiros anos de vida ou durante o período do desenvolvimento da criança. Normalmente, tornam-se aparen­tes por volta dos três anos de idade.
Na escola, é mais comum nos depararmos com dois tipos de autismo: o autismo clássico e a síndrome de Asperger, que agrupam um conjunto de comportamentos numa tríade principal: comprometimentos qualitativos na comunicação, dificuldades na interação social, atividades restrito-repetitivas.
Fique atento a alguns sinais. A criança autista costuma isolar-se das pessoas, não manter contato visual, agir como se fosse surda, fazer birras, não aceitar mudança de rotina, hiperatividade física, calma excessiva, ape­go e manuseio não apropriado de objetos, movimentos circulares no corpo, sensibilidade a barulho, estereotipias.

Limitações da linguagem também são características do autista. Assim, ele ainda encontra dificuldades para simbolizar e ter compreensão subjetiva das coisas. Alguns Asperges habilidosos são chamados de savants e já foram retratados em filmes de cinema, como Rain Man, estrelado pelos atores Dustin Hoffman e Tom Cruise.
A criança autista precisa aprender a função de cada objeto e o seu manuseio adequado. Um livro, por exemplo, passa a ser apenas um objeto de contato sensorial, em vez de ser visto como objeto de leitura, que carrega uma mensagem e tem uma função específica. A criança cria formas incomuns de manuseio, surgindo as estereotipias, que causam atraso no desenvolvimento motor, principalmente nos movimentos finos.

No universo das crianças autistas, tudo tem valor pedagógico. Do simples ato de segurar um lápis ao hábito de escovar os dentes, tudo deve ser explorado para estimular o crescimento e as percepções da criança.

Atividades
Veja algumas atividades interessantes para promover a inclusão do autista na escola:
- Eles precisam de rotina fixa. Organizam-se bem com horários e planejamento. Monte um quadro para que ele possa se organizar no decorrer do dia.
- Trabalhe exaustivamente a coordenação motora por meio de jogos ao ar livre, corridas, piscina. Faça-o se movimentar!
- Planeje atividades nas quais ele tenha a possibilidade de interagir com as pessoas, o mundo e, também, comunicar-se. Atividades de dança, em grupo, de cantoria são excelentes para esse fim. Procure fomentar a participação dele constantemente.
- O educador deve deslocar o seu olhar para o aluno, seus afetos e suas possibilidades e não para as suas dificuldades.
- Por fim, o principal: a criança autista precisa de muito afeto! Dê carinho, amor, acolha. Tanto a criança quanto a família. Ambos precisam se sentir aceitos e seguros.

Uma coisa é certa: cada um tem seu mundo e na relação com o aluno autista o primeiro a aprender será o professor. Eu garanto!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Congresso em Vitória da Conquista/BA


Após ministrar minha palestra, com Ricardo Marques, secretário de Educação de Vitória da Conquista e Jocelma, gerente de Educação. Adorei participar e agradeço muito pelo convite!