Como educadores, lancemos boas sementes...

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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Revista Nova escola indica meu livro

A revista Nova Escola, gestão escolar de agosto/setembro, indicou meu livro para que os gestores possam divulgar aos professores alternativas para lidar com as inquietações e os desafios do século XXI na escola. Se quiserem conferir a matéria da revista, cliquem no link abaixo:

http://revistaescola.abril.com.br/biblioteca-virtual/inquietacoes-desafios-escola-priscila-pereira-boy-586692.shtml

Fiquei muito feliz com a indicação. Caso queiram conferir o livro, acessem o site da editora WAK.


http://www.wakeditora.com.br/mostrar_livro/mostrar_livro.php?livro=5844

Lá vocês encontrarão meu livro e muitos outros, que com certeza o ajudarão nesta nobre missão de educar.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Formação para educadores e aprendizes do CESAM/BH

Estive com a equipe de educadores e aprendizes do CESAM-MG ( Centro Salesiano do Menor), para uma tarde de formação sobre como lidar com a diversidade no cotidiano. No Contexto Salesiano, esta temática pertence à área de Inculturação. Este que está de pé ao meu lado na foto é o Irmão Manoel, que me acompanhou e falou sobre a história da Inculturação na Inspetoria São João Bosco.

Falamos sobre alguns conceitos que acabam por ser influenciados por construções sociais. Racismo, discriminação de gênero, homofobia foram alguns dos assuntos tratados nesta tarde.

Fizemos algumas reflexões sobre a discriminação, as ações afirmativas, as políticas públicas e sobre os paradigmas que precisamos desconstruir.
Analisamos casos reais e levamos todos a pensar qual seria a atuação deles frente as situações apresentadas.

Houve ainda um momento em que as pessoas foram desafiadas a relatar grupos de pessoas que lhes causam desconforto, gerando uma possível discriminação. Houve muita transparência no compartilhamento, o que possibilitou boas trocas.

Foi um rico momento e partilha, de formação, mas principalmente de reflexão.
A discriminação e o preconceito são sentimentos contra os quais devemos lutar cotidianamente.


Gostei muito de participar deste momento! No final ganhei flores e sorrisos! Na foto ao lado estão o Pe Jayro, a Michele e o Azarias.

E quando cheguei em casa e abri meu e-mail olha a mensagem linda que recebi:

Boa noite,
Sr. Priscila,

Quero agradecer sua presença e participação conosco hoje na formação da Inculturação. Foi um grande estímulo para mim que estou a três anos na casa. O tema foi abordado com clareza e despertou o CESAM para respeitar e apoiar a causa. Sou negra, professora e tenho muito orgulho da minha profissão. É ela que garante o pão na minha mesa. Foi um prazer conhece-la. Um forte abraço, atenciosamente,”



Adriana da Silva Ferreira

Instrutora Programa de Aprendizagem

Nem precisa falar da emoção que deu ler esta mensagem não é mesmo? Agradeço a Deus pela oportunidade de levar às pessoas novos olhares e novas possibilidades.


quinta-feira, 14 de abril de 2016

Ser Padre: vocação e Missão

Com este texto homenageio a todos os padres com quem trabalhei e a quem aprendi a admirar e respeitar.

Ser padre: vocação e Missão

Ser padre, ao contrário dos que muitos possam pensar, não é uma coisa simples e fácil. Muito prazeroso é verdade, pois reflete uma vocação assumida, uma entrega voluntária, a uma missão pela qual trabalhamos porque nela acreditamos. Mas, os desafios são imensos e é preciso adotar algumas atitudes para que nosso ministério não se torne pesado demais ou venha a naufragar.
Faz-se necessário estar atento às três dimensões:

  • ·         Cuidar de si;
  • ·         Cuidar das relações com o outro;
  • ·         Cuidar do outro.

Estas constituem três dimensões de uma única prática, as quais se integram, se complementam e se entrelaçam reciprocamente.

Em termos concretos, podemos perceber que quando mais Jesus aprofunda-se no conhecimento de si por meio de sua intimidade com o Pai, mais estreitos se tornam os laços com o grupo dos doze e com os discípulos que o seguem. E mais se desenvolve o compromisso no cuidado com os outros, com os doentes, pobres e excluídos que o procuram aflitos e esperançosos.

1-   Cuidar de si:
Em primeiro lugar, um sacerdote deve cuidar muito bem de si: corpo, sentimentos, sensibilidade. Aprender a lidar com pressões e ansiedade. Cultivar o olhar de encantamento e alegria com a Missão e com os jovens. Equilibrar o tempo entre o trabalho e as outras dimensões da vida, exercitar a oração de discernimento para assumir com propriedade o risco das decisões, meditar cotidianamente na Palavra de Deus, estar atento às tentações do poder e de outras esferas (vigiar e orar). Mirar-se em Deus e em sua infinita graça, a fim de não se decepcionar com a falibilidade humana na convivência com os irmãos e com os fiéis. Estando equilibrado, o sacerdote estará apto para cuidar de suas ovelhas e espelhar a imagem do bom pastor.
Este cuidado consigo mesmo requer um certo isolamento para autoconhecimento. Momentos de retirada para o deserto, como Jesus fazia algumas vezes. São muitas as situações em que podemos ver Jesus num ponto solitário e isolado, em atitude de oração, meditação ou contemplação. Muitas e repetidas vezes Ele se afasta do ambiente da multidão, às vezes por toda a noite. Aprendemos com Ele a importância do deserto como lugar de escuta e discernimento no diz respeito à vontade de Deus.
2-           Cuidar das relações com o outro
A proposta salesiana de vida comunitária tem suas vantagens, mas também seus desafios. Não podemos ceder à tentação de fazer das comunidades apenas um local onde cada um de seus membros entra e sai para comer ou dormir, fazendo da casa mais uma pensão do que um lar acolhedor e aconchegante. É preciso cultivar boas relações, testemunhar uma convivência fraterna e familiar. Fazer de cada momento uma oportunidade para refletir a comunhão perfeita: da santíssima trindade. Há muitos momentos para estreitar esta convivência!
Percebo a importância da convivência à mesa para os salesianos, quando me hospedo nas residências, por ocasião das minhas visitas às escolas.
O momento de partilha e comunhão proporcionado pela refeição deve ser cultivado cotidianamente, pois quanto mais profunda a relação e a intimidade entre os que estão à mesa, tanto mais saboroso será o alimento, que carrega em si o tempero da companhia e da amizade. Isto porque a fome física se revolve facilmente, com uma sopa, um pedaço de pão, uma banana, uma maçã...A convivência, entretanto, busca cobrir a lacuna de uma fome muito mais oculta e profundamente humana: a necessidade de estar juntos, de sentir o calor de outras pessoas, de ouvir suas histórias e contar as nossas, de intercambiar experiências vividas e sentidas.
Na refeição, além da comida que ingerimos, nos alimentamos também do olhar, do sorriso, dos gestos, das palavras, dos sucessos ou fracassos, da história viva de quem se encontra à nossa frente ou ao lado. Se a comida combate a fome física, a convivência comunitária combate a fome existencial, espiritual. E quando fazemos parte da vida do outro, a misericórdia e o perdão prevalecem sobre o julgamento e a condenação.

3-           Cuidar do outro.
Os espaços nos quais atuamos, paróquia, obras e escolas, são também o lugar dos embates cotidianos, onde os seres humanos sonham, lutam e nutrem esperanças. Nessa sociedade marcada por tanta injustiça e pelas disparidades econômicas e sociais, a Igreja em geral e os salesianos em particular, são convidados a uma “opção preferencial pelos mais necessitados”. Para sermos fiéis à Missão, devemos nos afiançar na capacitação vinda de Deus.
Depois do episódio da cruz, no caminho de Jerusalém para Emaús, em um primeiro momento, os discípulos estavam cheios de medo, dominados pela sensação de fracasso, correndo da ameaça de perigo a que estão sujeitos os amigos do crucificado. Mas, ao final, após o encontro com o Cristo Ressuscitado, retornam de Emaús para Jerusalém. O caminho é o mesmo, mas a direção e o estado de ânimo mudaram completamente. Diferentemente da ida, o retorno é cheio de alegria, esperança, de novo vigor e entusiasmo. Diante da boa nova, nada e ninguém mais os poderá deter na tarefa de proclamar a Boa Nova do Reino de Deus.
A missão somente se mantém se puder contar com esse processo de espiritualidade enraizada no Evangelho e na pessoa de Jesus Cristo, ressuscitado. Se nos miramos Nele, as adversidades não haverão de superar a coragem e o entusiasmo inicial no momento da nossa ordenação.

Reflexão final....
No dia de hoje, desejo que sua Missão seja fortalecida a cada dia pela consciência do amor do Pai por nós e do nosso compromisso em retribuir, com a nossa própria vida, sua doação.

Assim como um dia, Dom Bosco foi chamado e não pôde resistir, que você também se disponha a perpetuar a boa obra que Ele começou na vida do fundador e que Ele mesmo a complete até os dias de Cristo Jesus.


É preciso deixar ir

Há momentos na vida em que nos encontramos em uma encruzilhada. O caminho que decidimos seguir vai determinar onde vamos chegar. Nesta hora é necessário parar, pensar com calma e fazer um balanço. Ver o que foi bom, aprender com os erros, avaliar os fracassos e agradecer a Deus as vitórias. Aquilo que não presta, deixar ir.

Às vezes, até mesmo, desistir de algumas coisas.
Quem não desiste? De fazer algo, de chegar em algum lugar, de levar adiante uma ideia que parece não ter futuro? Dietas, promessas, decisões para as quais faltou tempo, paciência, planejamento. Desistimos quando entendemos que alguma coisa é inatingível, arriscada ou simplesmente não vale a pena.

Tem muita coisa que guardamos por medo de largar, de permitir que saia de perto de nós. É uma tristeza, um arrependimento, uma saudade por alguém, um emprego, por algum momento, que não quer ou não pode voltar. As lembranças doídas, os projetos falidos, as relações desgastadas, as decepções com as pessoas...Deixe ir!

Chega um momento em que é hora de rever, fazer faxina, na mente e no coração. Sacudir o pó dos pés, levantar os tapetes e tirar de lá essas lembranças que viraram pó e só fazem atrapalhar o horizonte que se coloca diante de nós. Guarde as boas lembranças. O resto? Deixe ir!

Desapego é um pequeno parto que fazemos, tirando de nossas entranhas ou proximidades coisas que parecem vitais e, na verdade… não são.
É hora de pensar em mudar atitudes, investir em pequenos movimentos que podemos fazer para mudar o mundo, ou simplesmente para mudar nossa vida.

Tire um momento para agradecer a Deus por tudo o que Ele planejou para sua vida: seja aquilo que vem na embalagem que você gosta ou não.

Aceite o que você não pode mudar. E mude aquilo que só depende de você.

O resto? Deixe ir.


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Fórum Internacional em Costa de Sauípe

Neste final de semana participei, como palestrante, do I Forum Internacional de Educação em Costa de Sauípe , na Bahia.
O local é algo indescritível! Ao lado a vista do meu quarto: uma piscina estonteante e atrás o mar...

O complexo, formado por 5 hotéis é  perfeito, desde a vista para a piscina, para os coqueiros,  até o quarto, super limpo e sofisticadíssimo. O lugar é paradisíaco: o sistema “all inclusive” permite total liberdade para a alimentação e bebidas, embora eu tenha percebido que  muitas pessoas praticam o desperdício, pelo fato de, por pagarem adiantado,  acharem que tudo é de graça. Vocês podem ver algumas fotos do restaurante, ao lado.
Os locais onde os eventos aconteceram também estavam perfeitos: acústica, som, iluminação, estado geral. Fiquei encantada mesmo!
Minha palestra teve o seguinte tema:
“ Educação Infantil: buscando o desenvolvimento das crianças”
Conversamos sobre as bases legais da Educação infantil no Brasil e falamos um pouco sobre o histórico desta construção, ao longo dos anos. Falamos ainda sobre os pensadores e ducadores que exerceram grande influência na Educação Infantil que praticamos hoje:
Comênico, Rosseau, Kant, Montessori, Froebel, Freinet, Pestallozi, Decroly, Piaget, Vigotsky, Wallon.
Foi um momento agradável, com uma platéia muito interessada e receptiva.
Vendi todos os livros que levei! Cada exemplar foi disputado, pois o Congresso tinha ao todos 700 congressistas e não levei tantos livros assim....
Agradeço a conexa eventos pelo convite e pela oportunidade de fazer parte da equipe.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Palestra de abertura no Congresso de Educação de Vitória da Conquista/BA

Com o tema “Quais diretrizes curriculares queremos para a Rede Municipal de Vitória da Conquista?”, começou na manhã de quinta-feira, 7, o Encontro Pedagógico da Rede Municipal de Vitória da Conquista. Cerca de 2000 professores das zona rural e urbana reuniram-se no Centro Municipal de Educação Professor Paulo Freire para a abertura das discussões.

Fui convidada para ministrar a conferência de abertura, com o tema “Formação docente: o compromisso com a escola e a família contemporânea”. Eu confesso que eu fiquei emocionada porque, em 24 anos de trabalho com a educação, eu nunca vi uma rede se reunir desta forma para debater educação.

A apresentação de um coral formado por crianças do projeto Escola Mais e da Pastoral do Menor, da Paróquia Nossa Senhora das Graças, despertou a sensibilidade dos participantes, logo no início da manhã. Os professores assistiram ainda à apresentação do grupo de dança de estudantes do mesmo projeto. O secretário de Educação Ricardo Marques salientou que, na sua opinião, o caminho não é impor uma diretriz pedagógica que seja igual para todas as escolas, porque existem em cada unidade de ensino especificidades que precisam ser respeitadas. Sabemos também o papel dos professores e todos os profissionais da escola, por isso não podemos pensar apenas em estrutura física, por isso tomamos a iniciativa de construir coletivamente, com os professores, a proposta pedagógica que será implementada em toda a rede.

A tarde, houve 24 GTs (grupo de trabalho) com temáticas variadas, dentre as quais destacamos: avaliação, promoção da igualdade étnico racial, diversidade, currículo, interdisciplinaridade, educação no campo, dentre outras. Nestes GTs, os professores puderam opinar e dialogar sobre as novas diretrizes, sempre sob a coordenação de um especialista na área.

Foi um momento único em que todos tiveram a oportunidade de opinar, oferecer sugestões e se comprometer em fazer, juntos, uma educação de qualidade.

Fiquei especialmente agradecida pela oportunidade de fazer parte desta construção.
Agradeço o convite e o carinho de cada um.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Artigo publicado na Revista do SINEP

Vejam artigo que escrevi para a revista do SINEP (Sindicato das escolas particulares de MG). Nele abordamos a relação entre disciplina, limites, escola e família. Pra quem não conseguir ler aqui, vá até a página do SINEP, acesse no menu à esquerda, BIS revista. São as páginas, 16 e 17. Clique sobre elas e ficarão gigantes!




Consultoria na UMEI São João

Iniciei hoje, consultoria com os educadores da UMEI São João. Vamos trabalhar juntas por um período.
Fizemos a formação continuada dos professores. O tema abordado foi:

"A matemática na Educação Infantil"

Conversamos sobre os conhecimentos matemáticos prévios das crianças, que estão presentes no seu dia a dia: apontar com os dedos a
idade que têm, escolher o canal favorito de TV, marcar o resultado de um jogo, comparar distâncias para identificar o ganhador de uma disputa, repartir figurinhas entre os colegas, dentre outros.
Destacamos os três grandes eixos das proposições curriculares: Números naturais, grandezas e medidas, espaço e forma e sugerimos os jogos como estratégia para o trabalho com a matemática.
Ressaltamos a importância dos registros, para sistematizar o conhecimento.
Esta turma estava animada demais!  


Está sendo muito bom trabalhar com esta equipe!

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Consultoria na UMEI Taquaril


Estive ontem, o dia todo, com as educadoras da UMEI taquaril.Vamos trabalhar juntas por um período..
Fizemos a formação continuada dos professores. O tema abordado foi:
"A matemática na Educação Infantil"
Conversamos sobre os conhecimentos matemáticos prévios das crianças, que estão presentes no seu dia a dia:

Apontar com os dedos a idade que têm, escolher o canal favorito de TV, marcar o resultado de um jogo, comparar distâncias para identificar o ganhador de uma disputa, repartir figurinhas entre os colegas, dentre outros.
Destacamos os três grandes eixos das proposições curriculares: Números naturais, grandezas e medidas, espaço e forma e sugerimos os jogos como estratégia para o trabalho com a matemática.
Jogamos muito e ressaltamos a importâncias dos registros, para sistematizar o conhecimento.
Esta turma estava animada demais!  

Está sendo muito bom trabalhar com esta equipe!