Como educadores, lancemos boas sementes...

.

sábado, 24 de setembro de 2016

A Base Nacional Comum a todos: o medo

O anúncio das mudanças do formato do Ensino Médio causou grande celeuma na semana passada. 

Jornais, revistas, redes sociais e todas as mídias se voltaram para esta temática.

Educadores tentando compreender tudo e calculando o impacto que elas trarão para suas práticas cotidianas.
Gestores, especialistas, pais e alunos, todos querendo compreender o fenômeno e saber o que de fato vai afetar suas vidas e sua prestação de serviço.

Em síntese, a proposta está pautada em uma Base Nacional Comum, ou seja, disciplinas obrigatórias e outra parte de livre escolha dos estudantes.

Toda esta movimentação, me fez refletir: o novo assusta. Desconstruir as bases, rever paradigmas, pensar na possibilidade de tatear no escuro, causa sentimentos diferenciados nas pessoas. Mas, todos eles escondem “uma base nacional comum”: o medo.

O fantasma do medo assola todas as pessoas.  Medos diferenciados é bem verdade, mas presentes em todos nós.

Para os profissionais da educação, ou o setor que está envolvido com ela, os medos são mais concretos. Em primeira linha está o medo de perder o posto de trabalho, associado à demora para encontrar outro caminho. E a temida sensação de que os rendimentos familiares, raros, não chegarão ao final do mês, ou de que não se saiba onde buscar o alimento para o dia seguinte.

Aos que ocupam uma posição de liderança e são mais abastados, que tem investimentos, são donos de escola, sistemas de ensino, editoras e empresas fornecedoras e afins, prevalece o medo diante do humor sempre instável e imprevisível do mercado. Medo de perder o negócio, os privilégios conquistados, a riqueza, a renda, enfim, de perder a posição social e a consolidação diante do mercado educacional.

Espremida entre os educadores e os investidores, os alunos e as famílias também tem seus medos, porque, por natureza, morrem de vontade de subir na vida por meio da educação e, simultaneamente, morrem de medo de que a qualidade e as oportunidades venham a cair.

Outros medos ocultos e invisíveis povoam o coração, a mente e a alma do ser humano cotidianamente:
Medo da solidão e da multidão; medo da dor e da doença, particularmente aquela que nos deixa, em tudo e para tudo, dependentes de outrem; medo de perder o calor, conforto e refúgio do lar, da separação dos entes queridos, da velhice inexorável, do convívio permanente com o fantasma da morte; medo do amanhã, do erro quanto à escolha nas relações pessoais, familiares e comunitárias, bem como quanto à opção profissional; medo da sensação de vazio, de falta de sentido e de inutilidade da própria existência; medo de avião, de elevador e de altura; fobias...

E há um medo bem característico da sociedade moderna ou pós-moderna, contemporânea e extremamente competitiva. Trata-se do medo de ficar para trás.

Disputa frenética pelos objetos da última temporada, pelos aparelhos da tecnologia de ponta, pelo carro do ano, o celular do momento, a roupa e o calçado da moda... Medo de perder a corrida para o vizinho ao lado, o parente esnobe ou o companheiro de trabalho. Medo de se tornar antiquado, tradicional, ultrapassado; do correr dos anos que faz ganhar peso, perder cabelo e criar rugas. Medo de não aparecer como o primeiro no bairro, na família e entre os amigos.

Medo do Ranking do ENEM. E da perda de alunos.

Isso mesmo, sai de cena a famosa frase da tragédia de Shakespeare, em Hamlet, “ser ou não ser, eis a questão”. Aqui o importante não é ser, mas pura e simplesmente aparecer. Como nos sinaliza o francês Guy Debord em seu livro “ A sociedade do espetáculo”:

TUDO O QUE É BONITO APARECE. TUDO O QUE APARECE É BONITO.

Quantos medos moram no íntimo do coração humano, povoam sua mente, e lhe atormentam a alma?! Quantos medos sobrecarregam os ombros de todo ser humano?
Medos resistentes como ervas daninhas, difíceis, quase impossíveis de exorcizar!

Como uma pessoa de bases cristãs que sou, penso que talvez nos falte um dos ingredientes que, desde os primórdios da história da humanidade, contribuíram decisivamente para o crescimento desta civilização. Refiro-me à tradição judaico-cristã, tão fortemente enraizada nos países e culturas ocidentais. Sim, talvez estejamos carentes da utopia da Terra Prometida ou da Boa Nova do Evangelho, o Reino de Deus, com seu horizonte escatológico.

Efetivamente, a vida, ação, obras e palavras de figuras como Jesus, Moisés e Paulo (para citar apenas esses testemunhos) nos asseguram que as pessoas movidas pela fé, esperança e caridade são capazes de exorcizar o fantasma do medo em suas mais diversas máscaras e ameaças. E temos outras figuras históricas, que nos ensinam com sua garra e determinação a enfrentar os medos frente a um ideal: Mandela, Gandhi, Madre Teresa de Calcutá.

Para não ficar só em exemplos da esfera da fé e contemplar também os céticos com histórias de esperança, temos o grupo Alpargatas (das sandálias havaianas) que se deparou com os novos entrantes e mudanças e resolveu se reinventar e dar a volta por cima.

Contrariamente, a Kodak, que detinha grande parte da fatia do mercado da fotografia no mundo, se recusou a dialogar com as novas tendências do mercado e foi engolida pelo Instagram, para onde migraram os amantes da fotografia.

Só existe uma forma de vencer o medo: é encarnado o medo de frente!

Ao nos darmos conta de que toda novidade traz consigo uma grande oportunidade, nossos medos se transformam em esperanças

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Palestra no Congresso Internacional de Neurociências e Aprendizagem

Participei  do Brain Connection: Congresso Internacional de Neurociências e aprendizagem, que aconteceu no Teatro Francisco Nunes.

Partilhas, saberes, reflexões. 

Momento também de rever amigos queridos! 


Minha palestra foi sobre:

“ Como lidar com a diversidade na sala de aula.”

Falamos sobre o conceito de diversidade no sec XXI a luz das leis vigentes e destacamos especialmente a LDB e o estatuo das pessoas com deficiência e suas implicações no ambiente escolar.


A proposta foi compartilhar ações exitosas em torno do trabalho com a  diversidade. Um momento muito rico de troca de experiências. Muito honrada com o convite.


Orgulho de fazer parte deste time!

Agraciada com o prêmio da União europeia " Erasmus mais"

Recebi junto com alguns outros educadores, um prêmio de uma fundação ligada à união europeia. O Prêmio Eramus mais é um prêmio concedido anualmente pela Praemium Erasmianum a indivíduos ou instituições que realizaram contribuições notáveis à cultura, educação, sociedade ou ciências sociais.

Os meus trabalhos foram enviados pela Dra Angela Mathilde, curadora do Congresso Internacional de Neurociências e Aprendizagem, do qual fui palestrante.

Ela enviou meus Projetos de consultoria as escolas, meu canal no youtube para destacar a relevância do trabalho junto as famílias, e meus livros educacionais.
Fiquei muito feliz e honrada com esta premiação. 

Porque , afinal de contas,


EU ACREDITO NA EDUCAÇÃO!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Consultoria em Itaocara, no Colegio SEI

Hoje pela manhã foi dia de fazer a consultoria pedagógica no SEI, em Itaocara- RJ.

Uma escola que nasce quando uma das três sócias, com quem estou na foto, recebe a noticia de que está gravida aos 46 anos!

A chegada desta criança faz com que ela volte de novo o seu olhar para as escolas infantis, e, percebendo que na cidade não havia uma escola de qualidade para atender seu filho, chama outras amigas, que eram referência em Educação na cidade e abre esta escola, que se mantem de pé há 21 anos!


Uma linda história de amor materno e de amor a educação.


No SEI a qualidade e a excelência são premissas básicas. Há alunos do SEI na USP, alunos com nota 1000 na redação do ENEM, enfim, a alta performance tem sido uma busca constante.


Eles escolheram o Bernoulli para ser o parceiro deles nesta trajetória de sucesso . É uma alegria ajudar a construir esta bonita história.


Nosso trabalho hoje, em um primeiro momento, foi focado na gestão. Depois conversamos com os professores sobre a proposta Bernoulli e oferecemos algumas estratégias de trabalho.


O mais encantador foram os dois momentos com os alunos. Primeiro com alunos do 8 e 9° anos, depois com os alunos do ensino médio.


Dilalogamos sobre o percurso do estudante em uma trajetória de sucesso e falamos um pouco das contribuições da neurociência que sinalizam a importância do momento de estudo.


Delicioso ver a carinha deles, ávidos pelas informações.


Fui muito bem acolhida nesta escola, onde os laços afetivos com a Instituição são visíveis.

Parabéns pelo trabalho desenvolvido. Espero voltar em breve!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Consultoria na Fundação São José, em Itaperuna- RJ


Hoje foi dia de fazer a formação dos professores da Fundação São José, em Itaperuna. A escola está há 51 anos na cidade!!! Na foto ao lado estou com a diretora Rosemeri e a supervisora Viviane.

A busca pelo material Bernoulli reflete o desejo da escola de desevolver um trabalho voltado para alta performance do aluno.

Hoje conversamos sobre estratégias que os professores podem usar para dialogar com os alunos do Sec XXI, que vivem conectados.

As sugestões que levei e que ocuparam a pauta da formação foram:


  • trabalhar com ambientes colaborativos de aprendizagem, 
  • utilizar as mídia digitais, 
  • propor atividades diversificadas e 
  • usar a metodologia da sala de aula invertida.


Detalhamos cada uma destas proposições e levamos exemplos práticos de como fazer.

Grupo participativo, acolhedor , que me deixou muito a vontade para partilhar as ideias propostas.

A intenção é aumentar o número de alunos e também a performance deles a cada ano.

Como consultora desta escola, saio agradecida e realizada.

A escola me recebeu de braços abertos, prepararam um delicioso lanche pra me receber e as avaliações foram muito positivas, nos sinalizando que nossos objetivos foram alcançados. 

Agradeço, de coração, a possibilidade de interação.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Gêmeos na mesma sala: sim ou não?


Gêmeos na mesma sala: Sim ou não?

Por Priscila Pereira Boy

Irmãos gêmeos têm uma ligação muito forte e passam muito tempo juntos. 

Os gêmeos são muitas vezes visualizados como uma unidade, e não como seres individuais, cada um com sua personalidade e características. 

Desde pequenos eles dividem atenção, tempo e espaço de todos. É necessário dar a eles oportunidade de ser “eu” e não “nós”, desenvolvendo sua identidade de forma independente.

No período de adaptação, principalmente no primeiro ano em que acontece a separação, pode ser um pouco difícil, pois afinal, estão juntos desde a concepção! Para amenizar, nada como muita conversa e a boa e velha parceria entre escola e família.

Há uma linha de pensamento que defende a ideia de que os gêmeos devem ficar juntos, por causa da alta afinidade e do relacionamento e laço afetivo que eles têm entre si. Esta quebra de laço, de instabilidade emocional poderia afetar a aprendizagem deles.

Para comprovar ou refutar estas considerações, pesquisadores holandeses de uma universidade de Amsterdã revelaram, que separar gêmeos na escola não interfere no aprendizado. 

Durante o estudo, eles acompanharam 2.003 pares de gêmeos nascidos entre 1986 e 1993 até eles completarem 12 anos. O grupo era formado por 839 gêmeos idênticos e 1.164 não idênticos. Até os 12 anos, 72% deles estudaram na mesma turma, 19% em turmas separadas e 9% estudaram juntos em algum momento da vida escolar. Ao completarem 12 anos, todos eles foram submetidos a um teste de nivelamento para medir conhecimentos, que incluíram, entre outras disciplinas, gramática e matemática. 

Na análise dos resultados, os pesquisadores não encontraram nenhuma diferença substancial entre os três grupos de irmãos e, então, concluindo que separá-los durante a vida escolar não interfere no aprendizado.

Já na dimensão sócio afetiva há muitos ganhos na separação dos gêmeos. Eles precisam, como qualquer outra criança de estabelecer suas próprias relações, de construir sua identidade e de fazer o seu próprio ciclo de amigos. Enfrentar os desafios sozinho e se posicionar frente a eles é o primeiro passo para o desenvolvimento da autonomia do indivíduo.

Ainda há o aspecto da privacidade. Irmãos na mesma sala costuma monitorar o comportamento do outro, contar as situações em casa, muitas vezes causando desconfortos entre eles. E há também as comparações, as cobranças entre si, que podem gerar supremacia de um deles em relação ao outro.

Com certeza há muitos ganhos na separação dos gêmeos, porém a escola deve ficar atenta sempre. Alguns podem se angustiar com a separação. O importante é fazer uma parceria com a família, de forma que todos passem aos irmãos a ideia de que a decisão da separação trará ganhos e será divertido ter novos amigos para apresentar um ao outro. A segurança dos pais é fundamental para a aceitação e o sucesso da enturmação das crianças.


Filhos precisam crescer e devemos contribuir para que este processo se desenvolva da melhor forma possível. Estimular a construção da identidade individual ajudará os filhos a fortalecerem sua auto imagem e auto estima, que será fundamental para o seu sucesso futuro.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Lidando com as vaidades

Nos últimos tempos tem me chamado muito a atenção como a vaidade está crescendo entre as pessoas. 

Não me refiro somente à vaidade física, ao culto ao corpo e à busca pela eterna juventude e beleza. Esta também está exagerada, mas me incomoda menos do que outras facetas dela. 

Vaidade académica, profissional, espiritual...


Eu chamo este fenómeno de "egolatria", que é o culto a si mesmo.

Lidar com pessoas vaidosas requer muita paciência e atenção, porque a pessoa  vaidosa não consegue pensar de forma sistémica. 

Ela é capaz de abortar um projeto só porque o seu nome não vai aparecer ou ficar em evidência.
É desconfiada, sempre pensa que as pessoas estão conspirando contra ela. 
Boicota seu trabalho, suas ideias, porque seu objetivo é ser o centro das atenções. O ego dela é bem inflado e se ocupa de ocupar o espaço de todo mundo. 
Adora depreciar as coisas e opiniões das pessoas e o pior: necessita ter sempre razão. Se você ousa contestá-la, ela vai arrumar alguma coisa, algum artigo, algum documento ou vai se remeter à fala de alguém para refutar a posição alheia. 

Humildade não existe no dicionário do vaidoso. Ele sabe tudo, ele domina todos os conteúdos, ele é a solução. E nunca compartilha nada com ninguém. E ainda tem uma forte tendência a se apropriar da suas ideias como se fossem dele. Pessoas vaidosas costumam ser toxicas.

Liderar e conviver com este tipo de pessoa requer muita habilidade, paciência, sabedoria e amor, porque o vaidoso costuma ter qualidades e não podemos perdê-las. Mas, é necessário fazer um trabalho com eles, deixá-los sem holofotes em alguns momentos, porque luzes fazem com que ele s ganhem força e cresçam cada dia mais pra cima das pessoas.

O grande desafio na convivência com os vaidosos é não entrar em competição com eles. E evitar bajulá-los, como eles gostam. Tratar os vaidosos como uma pessoa comum é a melhor forma de ajudá-los. Marcar seu território, delimitando bem os papéis também é uma boa estratégia.

Ressalte suas qualidades, mas faça-o conscientizar-se de seus limites. 
Enfim, pessoas vaidosas nada mais são do que seres carentes e inseguros que querem receber reconhecimento e amor. Tarefa difícil, mas não impossivel.

E, se você conseguir “salvar” o vaidoso de sua condição de soberba, não vá se achar o máximo e se  envaidecer você também...

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

É legal ser invisível?

Por Priscila Pereira Boy- Mestre em Educação, Pedagoga.

Ouvindo uma adolescente me contar o que mais a encantou na saga “ Harry Potter", minha imaginação começou a divagar. Ela me disse que gostaria muito de ter a tal capa dele, que o tornava invisível.

Fiquei imaginado a tal sensação. Poder presenciar coisas sem ser percebido. Poder transitar sem que ninguém perceba a sua presença...

Outra invisibilidade que me encanta é a das amizades que vão se constituindo no mundo virtual. Tenho seguidores aqui que não tenho a mínima idéia de quem seja. Mas gostam de mim e do meu trabalho. Sem contar os amigos das redes sociais.

Aspectos positivos da invisibilidade.
Mas, a invisibilidade tem lá seus aspectos negativos. Sentir-se invisível sem querer ser invisível. Ser desconsiderado. Não ter voz.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são “seres invisíveis, sem nome”. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da “invisibilidade pública”.

Ele garante que teve a maior lição de sua vida: “Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência”, explica o pesquisador. O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano.

“Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. As vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão”, diz.
 “Essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa”

 Desde então, minha vontade de ser invisível não existe mais. 

Você enxerga as pessoas no seu dia a dia? Pode ser alguém que trabalha no seu prédio, um frentista de posto, uma atendente de loja, um aluno na escola, um pai, mãe, servente.
Cumprimente. Valorize. Não faça das pessoas seres invisíveis

terça-feira, 2 de agosto de 2016

O racismo existe ou é invenção?

Sinto-me especialmente incomodada com algumas situações que presencio. 

São amigas que se referem às suas empregadas como seres menores, são colegas acadêmicos que se referem a alunos ou a outras pessoas como menos capazes, são pessoas que comparam a situação socioeconômica das outras, julgando se teriam ou não condições de fazer alguma viagem, comprar em determinada loja, comer em algum restaurante e por aí vai.

Sem contar as referências aos negros, aos homossexuais, às loiras...

E não posso deixar de citar as pessoas com necessidades especiais. Com essas fazemos pior: como não é socialmente aceitável rejeitá-las, travestimo-nos de piedade e misericórdia e damos a elas um tratamento aparentemente inclusivo.

Eu não posso dizer que as pessoas que se portam dessa forma o fazem de maneira proposital. O fato é que, no cotidiano, usamos palavras ou expressões que, de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam em si o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado. Não se muda algo que simplesmente não existe.

A tolerância das diferenças resume um princípio de igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser sustentável. O preconceito velado é perigoso, porque, em pequenas doses, mantém os paradigmas inalterados e aumenta a distância entre os cidadãos. Revela a inabilidade das pessoas para ver algo novo e agir de forma diferente.

Eu me sinto mal com comentários que diminuem ou segregam o outro. Isso me conforta porque sinaliza que a chama da ética e do respeito ainda ardem em meu coração.
Como educadora e cristã, não posso perder a capacidade de me indignar, e é por isso mesmo que estou indignada com algo que vi na internet: um anúncio de emprego que nos lembra os tristes tempos da escravidão. É desanimador perceber como o racismo à brasileira é algo tão real e duradouro. Trata-se da foto de um cartaz, no qual estava escrito:

“Precisa-se de pessoa branca, profissional, boa aparência, com ferramentas, que saiba tudo de obras: bombeiro hidráulico, eletricista, pedreiro, ladrilheiro, servente que saiba emassar. Se você tem todos esses requisitos, é só entrar em contato direto com Russo, pelo telefone 7550-71XX. SÓ BRANCOS”.

Segundo o Jornal do Brasil a pessoa identificada apenas como “Russo”, ainda sem saber da repercussão do seu anúncio, esclareceu, para alguns que telefonaram para saber da vaga, que “se for um mulato bem clarinho, pode”. Quando questionado sobre a razão da negativa para negros, “Russo” justificava que era um pedido dos condomínios para os quais os trabalhadores seriam mandados.
É assustador que algum empresário nesse país tenha a coragem de expressar tal discriminação quando temos uma lei que prevê o racismo como crime inafiançável.

Qual o papel da escola?

A escola tem um papel fundamental na mudança de paradigmas e na construção da autoestima das pessoas. Entenda-se por autoestima o sentimento e a opinião que cada pessoa tem de si mesma. É na infância, no contato com o outro, que construímos ou não a nossa autoconfiança.

As experiências do racismo e da discriminação racial determinam significativamente a autoestima dos adultos negros. Então, o caminho para a construção de uma autoimagem positiva está calcado em uma sociedade mais justa e igualitária, no reconhecimento e nos valores de cada indivíduo como um ser essencial.

Um caminho para atenuar o preconceito e, com o tempo, exterminar, é trabalhar nas escolas a Lei nº 10.639, na qual somos orientados a incluir as temáticas da Cultura Afro-brasileira nos currículos nacionais de educação. Não se ama aquilo que não se conhece. O currículo escolar deve considerar a identidade dos afrodescendentes, considerar a imensa influência que a cultura africana sempre exerceu sobre o modo de ser do povo brasileiro e de todo o mundo.

Na sua sala de aula, explore a influência dos artistas negros nas artes, na música, na literatura. Faça exposições, problematize reflexões.
Você se emocionará e se surpreenderá com tudo que vai descobrir e ainda constatar que o saber não tem cor e a alma também não

quinta-feira, 28 de julho de 2016

A culpa não é minha

Assistindo a TV ontem, deparei-me com a notícia de que os donos da boate KISS, no Rio Grande do Sul, serão julgados. Pra quem não se lembra, a boate pegou fogo e matou muitos jovens que não conseguiram sair do recinto. Uns morreram asfixiados, outros queimados. Por causa da comoção nacional, todo mundo clama por justiça.

Esta avidez na busca por culpados acabou me fazendo refletir: somos assim mesmo. Temos sempre a tendência de expiar as culpas em alguém:
os bombeiros são os culpados, não, são os músicos da banda, não, são os donos da casa noturna, não, são os jovens que não tinham que estar lá, não, são os pais que não deviam tê-los deixado ir, não, é a prefeitura que não investe em leis mais severas e não fez a fiscalização.

E as mortes posteriores dos sobreviventes são culpa da falta de estrutura da saúde, do governo, etc....
Não pensem que estou defendendo a impunidade. Penso que deve haver apuração, punição severa e aprendizado, para evitar tragédias futuras.
Eu apenas me lembro de várias situações cotidianas nas quais preferimos debitar na conta do outro as nossas próprias responsabilidades:

O casamento não vai bem porque meu marido é muito difícil.
Minha esposa reclama de tudo, por isso não vivemos bem.
Meu filho está naquela fase rebelde, por isso o clima lá em casa é de tanta desarmonia.
Minha mãe não larga do meu pé, não aguento mais as cobranças, por isso eu a trato com tanta agressividade.
Meus alunos são terríveis, por isso não dou boas aulas.
Meus amigos não me ligam, não me dão valor, por isso eu sou tão triste assim.
São tantos os culpados pelas nossas insatisfações e ações, que a lista chega a não ter fim.

E agora que você leu isto, você ficou preocupado se por acaso está transferindo suas culpas a alguém que não seja você mesmo.


E a culpa disto é minha. Quem mandou eu escrever este artigo?

terça-feira, 26 de julho de 2016

Ler: prazer ou obrigação?

A escola é a principal e, às vezes, única fonte de leitura para os alunos. Não se justifica, porém, a forma como ela vem sendo encaminhada em muitas escolas. 

Fonte de informação e prazer, encantamento e emoção, a literatura deve ocupar um espaço de real importância na vida da criança, merecendo, assim, um tratamento especial em sala de aula.

Ler, antes de qualquer coisa, deve ser PRAZER. O indivíduo deve ver os livros como uma forma de identificação com seus sentimentos e opiniões, fonte de informação, como uma forma de se comunicar, de fazer uma INTERLOCUÇÃO com o autor. 

Se damos livros aos alunos para que leiam, de forma corrida, sem conversar previamente sobre o assunto, sem promover debates e reflexões, sem ouvir o que pensaram, o que sentiram, a literatura não servirá para nada além de fixar ortografia, ensinar sinais de pontuação, ampliar o vocabulário ou aferir a capacidade de interpretação, mediante algumas perguntas dirigidas e mecânicas sobre o texto. 

E o pior: ler, na maioria das escolas, vale nota! A criança lê para não ser penalizada, lê por obrigação, não escolhe as obras, os estilos. Lê para produzir um resultado final.

Não é desta maneira que se forma leitores!

Guimarães Rosa nos ensinou que a beleza da vida está na travessia e não somente na chegada. Nós, adultos, imediatistas que somos, “não pensamos na beleza da travessia, mas no momento da chegada."

Falar de travessia é falar em meio de atravessar e a mediação do professor é fundamental para aquisição de mais este conhecimento sobre o mundo: o prazer também é aprendido. 

Se a leitura não for prazer, não formaremos leitores e sim alunos aplicados e obedientes que, ao saírem da escola, a primeira coisa da qual querem se livrar é dos livros. 

Acabada a escolarização, eles já não servem mais.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Feliz dia do amigo

Tem gente que é nosso amigo por acaso, porque estuda na nossa turma, frequenta a nossa igreja, trabalha com a gente ou vira nosso vizinho.

Tem gente que é amigo porque é parente, nasceu na mesma família e foi estreitando os laços de amizade.

Tem gente que é amigo por causa da dor, uma luta comum, uma angústia.

Tem gente que é amigo de longe, a gente não se não encontra, não se fala, mas não ele não sai da nossa memória.

Tem gente que é amigo sazonal: te dá aquela força em momentos específicos, depois sai de cena.

Tem gente que é amigo de todo dia. Te ajuda, te aconselha, torce por vc. Consegue se alegrar com suas vitórias e conquistas.

Tem gente que é amigo virtual. A gente se vê e se fala todo dia, só que não presencialmente.

Eu louvo a Deus porque ELE me deu amigos e porque ELE tem sido meu amigo especial.


A todos os tipos de amigo, minha homenagem pelo dia de hoje!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Ser, ter ou parecer? A sociedade do espetáculo

Por Priscila Pereira Boy*

Vivemos um momento de exposição constante. O privado cede lugar ao público, ao explícito. Rompem-se as fronteiras do segredo, da intimidade, do secreto. Estamos num tempo complexo, mesclado de espetáculos naturais e artificiais, influências de todas as partes, e imersos num mundo de culturas híbridas, que pode ser definido como um rompimento entre as barreiras que separa o que é tradicional e o que é moderno.

Com a globalização, predominantemente capitalista, recheada de estratégias de marketing, há um desdobramento de definições sociais onde o ser perde espaço para ter.
Importante é consumir e este consumo acaba se transformando em uma grande armadilha, um buraco sem fundo. 

Antes os produtos eram criados para suprir as necessidades das pessoas. Agora, estes são criados para gerar novas necessidades. Nunca se está satisfeito. Sempre há um algo a consumir, um “plus” a mais, um complemento. As pessoas consomem, mas estão sempre insatisfeitas, infelizes e incompletas com suas aquisições.
Segundo Alfredo J. ai se revela claramente a sociedade das armadilhas. Estas se escondem e dissimulam, uma em cada curva e em cada passo do caminho, uma em cada novo lançamento mercadológico. De vários modos manifestam sua fumaça ilusória e passageira: na fórmula mágica dos produtos que prometem eliminar a queda de cabelo, a gordura acumulada ou os efeitos do tempo, prometendo como aditivo um rejuvenescimento contínuo; nos dispositivos cada vez mais sofisticados e inovadores dos aparelhos eletrônicos, que os tornam obsoletos já no ato mesmo de serem adquiridos e tantas outras coisas...

E por falar em tecnologia, a chegada dela nos coloca diante de outra situação: o ter perde espaço para o parecer

O mundo virtual nos traz novos paradigmas:  o indivíduo passa a ser e a viver uma vida sonhada e idealizada, na qual a ficção mistura-se à realidade, e vice-versa. Já não sabemos mais quem somos: seres reais ou idealizados, “avatares”, atrás dos quais nos escondemos para navegar no mundo virtual. Podemos ser quem quisermos, agir de forma encantadora, sermos os seres mais felizes do mundo. 
Essa constante exposição virtual, transmite uma sensação de permanente aventura, felicidade, grandiosidade e ousadia. Mas, no fundo, gera uma grande frustração. Acabamos por perder nossa identidade. Já não sabemos mais se somos o que postamos, se somos o que vivemos ou o que gostaríamos de ser.

A excessiva exposição nos leva a não conviver com a realidade. O importante é produzir imagens e dá-lhe postagens.
Estamos no velório? Tiramos uma selfie e postamos nossas condolências, ao invés do abraço apertado e presencial.
Estamos em uma festa? Outra selfie para mostrar a nossa felicidade, ao invés de aproveitar os amigos, curtir, dançar um pouco, comer bastante e sorrir.
Estamos no show? Perdemos o espetáculo ao vivo, pois o vemos pela lente do celular, com inúmeras fotos e filmagens que fazemos, porque temos que mostrar aos amigos que estávamos lá. Pra depois, claro, postar.

Mas, nada se compara ao tal do “Zap, zap” ( Whatsapp)! Ele nos consome toda a atenção e tempo. Um monte de vídeo que a gente recebe, cada um mais sem pé nem cabeça que o outro. Se você entra em um grupo de educação, daí há pouco o povo já está trocando receitas e falando o que a gente faz para emagrecer mais rápido.
Entra em grupo da igreja e o povo xinga, fala palavrão, manda foto sensual.
Uma mistura que no fim a gente acha até graça! É muita vontade de aparecer! 

É A sociedade do espetáculo, como descreveu muito bem o francês Guy Debort, que em seu livro, nos alerta que “tudo o que é bonito aparece, tudo que aparece é bonito”.  Quando tudo se torna espetáculo, tudo pode igualmente converter-se em escombros e ruínas. Acabamos por nos desumanizarmos, transformarmos as pessoas em meros objetos de prazer. E o pior que nos acontece é que não sabemos mais quem somos nós. 
O que importa é parecer e não ser.

Talvez o maior desafio da sociedade contemporânea, global, pluralizada e informatizada seja este: tornar reais e solidárias as relações virtuais, fazer descer das nuvens à terra o mundo cibernético, tornar próximos os laços à distância. E como sinaliza o sociólogo polaco Zigmund Bauman, não fazer das relações "amores líquidos e fluídos" e nem das redes sociais armadilhas.

E aqui entramos no campo da ética e das opções pessoais. O desafio – e não é pequeno – reside no ato de superar o egocentrismo da sociedade atual, por uma rede de relações verdadeiras. 
O desafio é fazer a vida real tão bela quanto a vida virtual.

Pedagoga- Mestre em Educação- Escritora e apresentadora do canal no youtube" Familias conectadas com Priscila Boy"

terça-feira, 12 de julho de 2016

Filhos com necessidades especiais, pais com atitudes especiais

Filhos com necessidades especiais, pais com atitudes especiais

Por Priscila Pereira Boy*
O nascimento de um filho mexe com a gente. Muitas vezes, vai mexer na estrutura familiar e na organização da casa. Ter uma criança com necessidades especiais não é uma situação simples, tampouco confortável.

O primeiro desafio é lidar com a frustração. Quando uma criança nasce, os pais costumam depositar várias expectativas sobre seus filhos com o intuito, na maioria das vezes inconsciente, de diminuir suas próprias frustrações do passado. Um filho é uma extensão de nós mesmos.

Outro desafio é lidar com as cobranças e os preconceitos das outras pessoas. Uma criança com necessidades especiais, como qualquer outra, deve ser protagonista de sua própria história.

Como pais e profissionais, devemos evitar superprotegê-la, poupá-la, subestimá-la. A criança com necessidades especiais deve ser vista essencialmente como CRIANÇA e, portanto, como PESSOA. Desde o início, deverá ser consciente de que tem limitações, dificuldades, diferenças, como, na verdade, todos temos. E, ao mesmo tempo, ser levada a ver tudo o que tem de bom, seus talentos e habilidades.

É importante saber comportar-se em sociedade. Distinguir o certo e o errado, cumprimentar as pessoas, agradecer e pedir licença. São aspectos importantes a serem estimulados e ensinados.

Executar ações pela criança pode parecer a você uma demonstração de carinho, mas é também um modo de atrasar o percurso que a leva à autonomia. Deixe que seu filho realize pequenas tarefas. Pode levar mais tempo e ter resultados não tão perfeitos, mas é através da experiência que aprendemos. É percebendo que sapatos trocados incomodam que a criança verá a necessidade de calçá-los corretamente na próxima vez.

A criança com necessidades especiais geralmente tem uma agenda lotada de compromissos educativos e terapêuticos. Poder dispor do próprio tempo e desenvolver atividades que proporcionem prazer e respeitem suas habilidades (nem toda criança se identifica com a água; o ballet que encantou uma, pode não ser prazeroso para a outra) é fundamental para a criança.
Isso é importante para que ela não se sinta sobrecarregada e desrespeitada em suas preferências. Resolver por ela, o que ela vai vestir, o que vai comer, que filme vai assistir, também não é uma boa opção.

Geralmente impomos à criança aquilo que achamos melhor para ela. Se lhe dermos a possibilidade de escolha (queijo ou geléia, bermuda ou calça, Peter Pan ou Mogli), estaremos fazendo com que analise, raciocine, compare e decida ao invés de receber tudo pronto. E, acima de tudo, estaremos dando a ela o direito de ter gostos e preferências, bem como construindo um indivíduo que saberá aceitar ou não o que lhe for oferecido, que saberá que tem a possibilidade de decidir o que é melhor para si mesmo. Porque não somos eternos. Um dia os pais irão embora e a criança deve construir uma vida autônoma para que possa dar continuidade a sua existência, mesmo sem a presença dos pais.

Ações para promover a independência da criança são fundamentais: aprender a ler, pegar um ônibus sozinho, consultar coisas na internet, usar o telefone e administrar seu próprio dinheiro. Coisas que para as crianças ditas “normais” são naturais ao longo do tempo, mas que para as crianças como necessidades especais pode levar mais tempo.

O maior bem que podemos fazer a uma criança com necessidades especiais é aceitá-la como ela é, pois desta forma, ela se tornará uma criança feliz!


*Priscila Pereira Boy é pedagoga, Mestre em Ciência da educação, escritora e Consultora educacional. Atualmente é apresentadora do canal “Familias Conectadas” no youtube.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Revista Nova escola indica meu livro

A revista Nova Escola, gestão escolar de agosto/setembro, indicou meu livro para que os gestores possam divulgar aos professores alternativas para lidar com as inquietações e os desafios do século XXI na escola. Se quiserem conferir a matéria da revista, cliquem no link abaixo:

http://revistaescola.abril.com.br/biblioteca-virtual/inquietacoes-desafios-escola-priscila-pereira-boy-586692.shtml

Fiquei muito feliz com a indicação. Caso queiram conferir o livro, acessem o site da editora WAK.


http://www.wakeditora.com.br/mostrar_livro/mostrar_livro.php?livro=5844

Lá vocês encontrarão meu livro e muitos outros, que com certeza o ajudarão nesta nobre missão de educar.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Formação para educadores e aprendizes do CESAM/BH

Estive com a equipe de educadores e aprendizes do CESAM-MG ( Centro Salesiano do Menor), para uma tarde de formação sobre como lidar com a diversidade no cotidiano. No Contexto Salesiano, esta temática pertence à área de Inculturação. Este que está de pé ao meu lado na foto é o Irmão Manoel, que me acompanhou e falou sobre a história da Inculturação na Inspetoria São João Bosco.

Falamos sobre alguns conceitos que acabam por ser influenciados por construções sociais. Racismo, discriminação de gênero, homofobia foram alguns dos assuntos tratados nesta tarde.

Fizemos algumas reflexões sobre a discriminação, as ações afirmativas, as políticas públicas e sobre os paradigmas que precisamos desconstruir.
Analisamos casos reais e levamos todos a pensar qual seria a atuação deles frente as situações apresentadas.

Houve ainda um momento em que as pessoas foram desafiadas a relatar grupos de pessoas que lhes causam desconforto, gerando uma possível discriminação. Houve muita transparência no compartilhamento, o que possibilitou boas trocas.

Foi um rico momento e partilha, de formação, mas principalmente de reflexão.
A discriminação e o preconceito são sentimentos contra os quais devemos lutar cotidianamente.


Gostei muito de participar deste momento! No final ganhei flores e sorrisos! Na foto ao lado estão o Pe Jayro, a Michele e o Azarias.

E quando cheguei em casa e abri meu e-mail olha a mensagem linda que recebi:

Boa noite,
Sr. Priscila,

Quero agradecer sua presença e participação conosco hoje na formação da Inculturação. Foi um grande estímulo para mim que estou a três anos na casa. O tema foi abordado com clareza e despertou o CESAM para respeitar e apoiar a causa. Sou negra, professora e tenho muito orgulho da minha profissão. É ela que garante o pão na minha mesa. Foi um prazer conhece-la. Um forte abraço, atenciosamente,”



Adriana da Silva Ferreira

Instrutora Programa de Aprendizagem

Nem precisa falar da emoção que deu ler esta mensagem não é mesmo? Agradeço a Deus pela oportunidade de levar às pessoas novos olhares e novas possibilidades.