Como educadores, lancemos boas sementes...

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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Artigo publicado no Jornal Ana Lucia


Confira o artigo da minha coluna deste mês, publicado no jornal Ana Lucia. Todas as situações me foram relatadas por amigos e são verdadeiras. Vá para a ceia disposto a se confraternizar e tome cuidado pra não colecionar desafetos neste natal...


Enfim chegou o Natal!
Por Priscila Pereira Boy- Pedagoga- Mestre em Educação 
www.priscilaboy.blogspot.com             priscilaboy@terra.com.br

O fim do ano se aproxima e as festas natalinas são esperadas por muitos. Momento de reunião de família. É fato que algumas pessoas fazem isto por mera tradição, porque não querem contrariar a tradição, mas muita gente gosta de se reunir. Afinal, é a chance de ter todo mundo junto, trocar presentes, desejos de sucesso e felicidade...
Mas, viver e conviver é algo difícil. Ao final, qual a lembrança que ficou da festa de fim de ano? Maior intimidade ou novas feridas?
As vezes, o desconforto está à mesa. Foi aquela irmã que exagerou no tempero do peru, ou que encheu de maionese a salada, a outra picou cebola e colocou pimenta, na farofa!  Uma se tornou vegetariana e acha um absurdo a quantidade de carne na ceia...
Percebemos que nossos gostos gastronômicos mudaram, porque agora somos de outra família, temos nossa própria casa e nosso próprio cardápio.
Há o famoso “amigo oculto”, onde você dá aquele presente, e ganha aquele presente. Isso traz chateação a muitos, porque se sentem desprezados e injustiçados, ao invés de homenageados. E aí o objetivo de confraternização se perde, no valor material que costumamos dar àquilo que recebemos como presente.
E, ainda sobre amigos ocultos, tem também a descrição da pessoa, que é feita sem nenhuma dose de sabedoria ou clemência: “O meu amigo oculto está um pouco acima do peso”, “ a minha amiga oculta fala demais!” e por aí vai.
E, com tantos desacertos, as pessoas saem das festas mais chateadas do que felizes. Há algumas que acham que a solução é mudar o local onde passam o natal, ou de família, talvez. Mas acho que não vai adiantar muito. Independente do lugar, as pessoas são diferentes umas das outras, com suas próprias opiniões, gostos, atitudes, que infelizmente não são as mesmas das nossas! A diversidade é um grande desafio, por isso é tão difícil a convivência.
Aprenda a cultivar a tolerância, a aceitação, a generosidade, a bondade , o amor para com as pessoas que o cercam. Encontros assim são ótimas oportunidades para estarmos perto de quem amamos, aceitando-os como são.
Família bonita mesmo é só na fotografia. Mas, mesmo com todos os "desgastes" da convivência, aposto nas relações humanas. São elas que nos lapidam, nos ensinam a aceitar a diversidade e nos permitem exercitar os frutos do Espírito.: paciência, longanimidade, amor, domínio próprio, alegria, paz e benignidade .
Apesar de todos os desafios, tenham todos um FELIZ NATAL!

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