Como educadores, lancemos boas sementes...

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domingo, 11 de maio de 2014

Hoje é dia das mães: trate a sua com carinho!

Outro dia presenciei uma cena, no mínimo revoltante. Entrei em uma destas lojinhas de bairro e pedi uma folha de papel nacarado. 

Você sabe o que é um papel nacarado? Pois bem, a mãe da atendente não sabia. Uma velhinha, que aparentava ter uns 80 anos, cabeça toda branquinha, estava a assentada em uma cadeira no fundo da loja. A moça disse a ela:

- Mamãe, vá lá em cima no estoque e pegue um papel nacarado para nós.
Notei o semblante surpreso da velhinha e imaginei que ela não sabia o que era. Mas a filha não se preocupou com isto, ficou parada, com sua jovialidade, esperando que a mãe subisse as escadas para pegar o produto.

Eis que a velhinha volta, com um papel colorset vermelho e pergunta: - É esta a cor que a senhora quer?

A filha partiu pra cima da mãe. Disse que aquele não era o tal do papel que eu queria e que voltasse lá e buscasse o papel correto. A velhinha intimidada, perguntou baixinho qual era o papel e ela disse aos berros:- Se vira, você não é quadrada!

Aquilo foi demais para mim! Disse à moça que podia deixar e saí da loja. Eu não sei se deveria intervir, se deveria falar com a moça e defender a velhinha. Fiquei atônita, sem ação, fiquei mal. Senti-me desconfortável, pensei na minha mãe e em como nunca deverei tratá-la. E fiquei pensando que além de desrespeito, a moça também faltou com a educação. Gritar, agredir, não respeitar minha presença, representa uma ausência total de educação, de noção de respeito com o outro, alguns conceitos que vem do berço.

Tentei me colocar no lugar no lugar da moça. O que pode ter acontecido, no passado ou no presente, para que ela tratasse a própria mãe daquela forma?
Hoje é dia das mães e me pus a refletir sobre o papel de uma mãe na vida dos seus filhos. Somos semeadoras. Se lançamos boas sementes, colhemos bons frutos. E me dispus a estar mais perto dos meus filhos. Mostrar-lhes atitudes cotidianas que valorizam os outros. Mostrar-lhes os cuidados com meus pais, para que me imitem na minha velhice. Ser exemplo, dar amor, dar carinho e colher respeito e consideração.

Pra esta moça da loja faltou uma “boa palmada”, um direcionamento firme, o estabelecimento de limites. Faltou uma repreensão. Amar é também dizer não.


Que Deus nos ajude e nos abençoe nesta divina missão de educar os filho. Tenham todas, um feliz dia das mães!

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