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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Liberdade e mudança

Este é o meu artigo do mês de setembro, na minha coluna do jornal Ana Lucia.

Liberdade e mudança

Por Priscila Pereira Boy- Pedagoga- Mestre em Educação


O mês de setembro me remete a duas palavras: Liberdade e mudança. A primeira  está ligada à comemoração da  independência do Brasil. Segundo nos conta a história, D.Pedro I, às margens do Rio Ipiranga, profere a célebre frase:
-“Independência ou morte!”
Pronto. Estamos livres. Agora não somos mais oprimidos por colonizadores que só querem o nosso trabalho, nossas riquezas, nos exploram e usufruem, sozinhos, de tudo o que seria de todos.  Agora não somos mais explorados, não roubarão nossas terras, nosso ouro. Agora sim, que fomos libertos, estamos prontos para ter uma vida digna e comunitária.

A outra palavra, mudança. Setembro é o mês da entrada da primavera. E quando esta estação chega, trás consigo as flores, brotam novas folhas, tudo fica colorido, alegre cheio de vida. Adeus folhas secas do outono, adeus árvores e galhos secos. Agora tudo é  novidade. Ver as flores se abrindo nos dá a exata dimensão de que a vida pode desabrochar, de que há esperança, de que podemos, depois de período de seca, florescer.

A liberdade que sonhamos ainda está longe de acontecer. Saímos das mãos dos colonizadores portugueses para os colonizadores globais.  A sociedade de consumo faz de nós povo explorado e escravo. Ávidas pelo lucro exorbitante e fácil, empresas fazem seres humanos reféns de salários de miséria, em troca de comida, água e abrigo.

Uma mãe americana comprou um brinquedo “made in China” e dentro dele, havia um bilhete escondido, escrito por um funcionário. O autor estava preso num campo de trabalho forçado no norte da China, trabalhando 15 horas diárias durante toda a semana. No bilhete ele dizia:
Se você comprar este produto, por favor, mande esta carta para a Organização Mundial de Direitos Humanos” –  de pessoas na China, que sofrem a perseguição do Partido Comunista, ficar-lhe-ão gratas para sempre”.

Diante disto, eu me agarro na esperança da mudança. Acredito que as flores vão se abrir, que o cenário há de ficar mais belo. Para isto, basta a gente se unir e fazer parte desta mudança.
Todos os dias eu me pergunto como posso contribuir para ver, ainda em vida, um mundo melhor. Pequenas ações podem fazer diferença: eu não compro produtos quando sei que estes utilizaram mão de obra escrava.  Evito a ostentação, a segregação, contribuo financeiramente com obras sociais, desenvolvo trabalho voluntário. Eu e muita gente que conheço por aí, fazemos a nossa parte.


Que tal você também fazer a sua? Faça algo que esteja ao alcance da sua mão. Dê um sorriso ao frentista do posto, agradeça à varredora de rua que cuida da nossa cidade. Veja as pessoas simplesmente como pessoas.  E não se assuste se, ao adotar tais atitudes, a pessoa mais beneficiada com isto for você!

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