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sábado, 11 de maio de 2013

Preconceito velado


Tenho me sentido especialmente incomodada com algumas situações que presencio. São amigas que se referem as suas empregadas como seres menores, são colegas acadêmicos que se referem a alunos ou a outras pessoas como menos capazes, são pessoas que comparam a situação sócio econômica das outras, julgando se teriam ou não condições de fazer tal viagem, comprar em tal loja, comer em algum restaurante e por a í vai. 
Sem contar as referências aos negros, aos homossexuais, ás loiras...
E não posso deixar de citar as pessoas com necessidades especiais. Com estas fazemos pior: como não é socialmente aceitável rejeitá-las, nos travestimos de piedade e misericórdia e damos a elas um tratamento aparentemente inclusivo. 

Rosana Jatobá nos alerta para o fato de que, muitas vezes,  não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que , de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito.
Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.
A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável.

O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorância e alimenta o monstro da maldade.
Eu me sinto  mal com comentários que diminuem ou segregam o outro. Isso me conforta um pouco, porque sinaliza que a chama da ética e do respeito ainda ardem em meu coração.
Nunca posso me esquecer que sou educadora e cristã e não posso perder a capacidade de me indignar.
Eu luto contra o preconceito, e você?





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