Como educadores, lancemos boas sementes...

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sábado, 8 de setembro de 2012

Excesso de atividades na escola: Infância cada dia mais prejudicada

Em nome de preparar os alunos para os desafios do futuro, as escolas estão apertando cada dia mais os alunos.
" No ano que vem os conteúdos e as exigências serão maiores". Esta frase se tornou a grande justificativa dos educadores para começar, cada dia mais cedo a exigir um milhão de coisas das crianças, compromentendo a linda  fase da vida, que é a infãncia.
Quando acreditávamos que a educação se dava por meio da memorização, da fixação e do adestramento, muito bem representado pelo condicionamento clássico operante, de Pavlov, realmente se justificava treinar os alunos, condicioná-los, para que alcançassem bons resultados futuros.
Porém hoje, com os estudos psicogenéticos, com a neurociência, com as contribuições de Piaget, que nos prova que a criança aprende  por meio de construções internas e que tem fases de desenvolvimento nas quais podemos constatar algumas características distintas umas das outras, percebemos que não é produtivo forçar as crianças antecipadamente a alguns tipos de comportamento ou execução de atividades. Isso porque, no ano que vem, quando ela estiver mais madura, avançando naturalmente em seu desenvolvimento, ela executará as tarefas sem peso, sem fazer tanta força, sem correr atrás de um "prejuízo" que ela , na verdade, não tem.
Há outro fator muito importante a ser considerado, que é a importância do brincar para a representação do mundo adulto por parte da criança. Vigotsky nos relata muito bem que a criança fantasia porque tenta desesperadamente entender o mundo. Quando enchemos as crianças de atividades, para prepará-las para o ano seguinte, tiramos delas a oportunidade do brincar, ação FUNDAMENTAL para o desenvolvimento do indivíduo na infãncia.
No ano que vem, as crianças estarão mais velhas, mais maduras e aptas para enfrentar os desafios inerentes àquela idade.
Não vamos apressar o rio. Afinal, ele corre sozinho...

Um comentário:

  1. concordo! E é por isso que optei pela escola do meu filho, que respeita o tempo e a infância. Vejo que o maior problema hoje é a concorrência de mercado entre as escolas particulares, que tem se preocupado cada vez mais com os números, do que com a educação. Os pais também tem certa culpa nisso, pois tem entrando nessa politica das escolas, acreditando que este exagero é benéfico para um futuro promissor de seus filhos. A mentalidade dos pais precisam mudar,para que cobrem da escola politicas de ensino adequadas a idade da criança.

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