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A inteligência artificial pode ser uma ferramenta útil na escola?

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Um assunto que não sai da minha timeline é esse: inteligência artificial. Muito se tem perguntado sobre ela, quais serão os seus limites, no que ela pode nos auxiliar ou prejudicar. Pensando no ambiente escolar, as possibilidades são muitas! A inteligência artificial pode ajudar tanto alunos quanto professores. Ela não veio para substituir o nosso pensamento crítico, mas pode nos auxiliar com ideias e otimizar processos. Por exemplo, um conteúdo que o professor tem mais ou menos uma ideia em mente mas dificuldade para colocar em prática, a inteligência artificial “ouve” esse professor e lhe oferece alternativas práticas. Para o aluno, a IA pode ajudar na personalização de uma atividade de acordo com as suas necessidades. Vamos supor que o professor tenha pensado em uma atividade e percebeu que a classe não interagiu muito bem. A inteligência artificial pode sugerir ferramentas para tornar essa atividade mais atraente, mais interativa e até mesmo mais inclusiva. Fato é: o f...

Telas para distrair as crianças: será que é uma boa ideia?

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A cena é clássica: restaurante cheio de gente, garçom pra lá e pra cá. Crianças com fome e inquietas, os pais tiram o celular do bolso, colocam em algum desenho animado e pronto, a mágica acontece! A criança parece sob um encantamento, praticamente nem pisca. Claro que cada um tem a sua realidade e não é bom sair apontando o dedo para esses “pais malvados” que oferecem o celular aos filhos em alguns momentos específicos como esse descrito acima, mas é necessário pensar em alternativas para entreter as crianças sem “zumbificá-las”, por assim dizer. Brincadeiras simples podem ser a chave, a depender da idade da criança. Vamos voltar no tempo? Quando meus filhos eram pequenos, existia um joguinho de argolas cheio de água, eles apertavam os botões tentando acertar as argolas no palito e ficavam ali por um bom tempo. Hoje nós temos o tal do “pop-it”, que é ótimo para crianças pequenas! Para as maiores, podemos pensar em quebra-cabeças, cubo mágico, palavra-cruzada… Se em algum momento for...

A importância da rotina escolar para alunos com autismo

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A rotina no ambiente escolar é essencial para crianças com TEA. Esses alunos geralmente se sentem mais seguros e confortáveis em ambientes previsíveis, onde sabem o que esperar. Uma rotina estruturada não só ajuda a reduzir a ansiedade, mas também facilita a compreensão das atividades e promove um maior engajamento nas tarefas. Dicas de atividades de rotina para o ambiente escolar: ➡️Horários visuais: Use imagens, ícones ou gráficos para representar atividades como "hora do lanche", "aula de matemática" ou "intervalo". Isso ajuda na compreensão e organização do dia. ➡️Transições planejadas: Ao mudar de uma atividade para outra, avise com antecedência e forneça um tempo para a criança se preparar para a mudança. ➡️Quadros de rotina: Crie quadros que mostrem o que será feito ao longo do dia. Isso pode incluir horários específicos para tarefas, intervalos e atividades sociais. ➡️Atividades de "sensorial break": Proporcione momentos de pausa pa...

A Base Nacional Comum Curricular e os novos desafios da Educação brasileira

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  Por Priscila Boy, Pedagoga, Diretora da Priscila Boy Consultoria, escritora e palestrante. Em dezembro de 2017, foi homologada a BNCC da Educação Infantil ao 9° ano do Ensino Fundamental. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento normativo que define o conjunto de aprendizagens essenciais. A base não é currículo. Ela é o alvo, onde se quer chegar. As escolas deverão construir os seus currículos, tendo a Base como referência.    A estrutura da Base: Ao longo da Educação Básica, os alunos devem desenvolver dez competências gerais que estão divididas em cognitivas, comunicativas e socioemocionais, ou seja, o ser humano deve ser visto de forma integral. 2-     Educação Infantil A educação Infantil, possui dois eixos estruturantes: interações e brincadeiras. Nesta etapa são apresentados seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento, sendo eles, conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se. Para atender aos direito...

Planejamento Reverso a melhor forma de planejar dentro da BNCC

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 Por Priscila Boy-  www.priscilaboy.com.br  A BNCC nos convida a sair do trabalho com o conteúdo isolado, para o desenvolvimento de competências e habilidades. A base sinaliza que o conhecimento deve estar a serviço do desenvolvimento de competências. Competência a gente não ensina, a gente desenvolve. Por este motivo, vamos precisar mudar a nossa forma de trabalhar os conteúdos. O conteúdo isolado perde espaço, ou seja, ele deve ser colocado dentro de um contexto em diálogo com as práticas sociais. A BNCC veio organizada por meio de uma matriz de habilidades. Entende-se por habilidade, a capacidade de saber fazer, de colocar o conhecimento em ação. Para que os alunos desenvolvam competências e habilidades, vamos ter que significar os conteúdos, ou seja, colocá-los dentro de um contexto. "Competência a gente não ensina, a gente desenvolve." Priscila Boy Planejamento reverso é um plano de ação. Uma estratégia para pensar o planejamento das unidades de ensino com foco n...

Trabalhando as Competências socioemocionais na escola

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  Por Priscila Pereira Boy- Pedagoga, diretora da Priscila Boy Consultoria, escritora e palestrante priscilaboy@terra.com.br As pessoas se tornam, em grande parte, aquilo que aprenderam, viram e viveram na infância, seja na família, na escola ou em outros espaços de convivência social. O ser humano é um ser relacional. E relacionamentos se propõem a criar laços, mas, muitas vezes viram grandes nós. Segundo os dados do último censo do IBGE, o tempo de convívio diário dos pais com os filhos é de uma hora e meia, em média. Já no espaço escolar, quando multiplicamos o número de horas diárias por 200 dias letivos, percebemos que, em muitos casos, os alunos passam mais tempo na escola do que com os pais. Este dado assustador nos leva refletir a importância do papel da escola na vida das pessoas. A Base Nacional Comum Curricular, documento normativo, que deve nortear toda a elaboração dos currículos das escolas em todo o país , visa definir as aprendizagens essenciais dos educandos....

A avaliação por rubrica permite auto avaliação e protagonismo.

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  Série de textos sobre rubricas de avaliação- Parte 3 de 3 A auto avaliação é uma mudança de paradigmas bastante grande para os alunos, principalmente para aqueles que já possuem uma longa estrada no mundo acadêmico, e que sempre foram avaliados nos moldes tradicionais. Os alunos de um modo geral não estão acostumados à auto avaliação. Para começar a adotar essa prática, as rubricas funcionam como excelente guia. É só detalhar os critérios de avaliação de forma clara e objetiva. Com as rubricas, os alunos tornam-se capazes de avaliar seus trabalhos antes da entrega ao professor. Se as rubricas forem bem-feitas e detalhadas, os alunos sentem facilidade para verificar se os requisitos e as expectativas dos professores foram alcançados. Quanto mais detalhadas forem as rubricas, menos espaço para a subjetividade existirá nesse processo. Dispondo de uma avaliação prévia feita pelo próprio aluno, o professor tem condições de se concentrar na complementação desta auto avaliação ...